Eleição Para o Califado
Abu Bakr (R.A), o companheiro mais próximo do profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), não estava presente quando ele deu seu último suspiro na casa de sua esposa Aicha, filha de Abu Bakr R.A.mas foi ele quem deu a notícia para os muçulmanos de Madina.
Após os primeiros momentos de tristeza e dor pela morte do Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), Abu Bakr (R.A.) foi para a mesquita e falou para as pessoas:
"Ó gentes, aquele que adora a Muhammad, eis que Muhammad está morto realmente. Mas, aquele que adore a Deus, eis que Ele está vivo e nunca morre."
E concluiu com um versículo do Alcorão:
"Muhammad não é senão um Mensageiro, a quem outros mensageiros precederam. Porventura, se morresse ou fosse morto, voltaríeis à incredulidade? " (Alcorão Sagrado 3:144)
Ao ouvirem essas palavras, as pessoas se consolaram, o abatimento cedeu lugar à confiança e tranquilidade, o momento crítico havia passado, mas a comunidade muçulmana tinha agora um problema muito sério que era o de escolher um líder.
Após algumas discussões entre os companheiros do Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), que se tinham reunido a fim de escolher o líder, ficou claro que ninguém melhor e mais adequado para a responsabilidade do que Abu Bakr R.A.
Na hora da posse, ele proferiu um discurso no qual disse:
''Fui eleito para liderar-vos e não sou o melhor dentre vós, se agir convenientemente, ajudai-me, e se errar, corrigi-me. O mais humilde entre vós será poderoso, pois estarei ao seu lado até que lhe seja feita justiça; e o mais influente entre vós será o mais humilde na minha consideração até que eu reprima a injustiça que ele cometer. Obedecei-me enquanto eu obedecer a Deus e a Seu Mensageiro. Se vier a desobedecer a Deus e a Seu Mensageiro, então, eu não tenho nenhum direito a que vocês me obedeçam.''
(((Continua)))
Os países participantes na conferência internacional de Charm El-Cheikh sobre o Iraque comprometeram-se esta quinta-feira a reduzir a dívida iraquiana em cerca de 30 mil milhões de dólares (22 mil milhões de euros), afirmou o secretário-geral da ONU. "Os compromissos financeiros específicos tomados por certos países são avaliados em mais de 30 mil milhões de dólares", declarou Ban Ki-moon durante uma conferência de imprensa. "Isso inclui compromissos de diminuição da dívida, de acordo com as regras do Clube de Paris, por parte da Bulgária, China, Arábia Saudita e Grécia. Inclui igualmente novos compromissos financeiros da parte do Reino Unido, Austrália, Espanha, China, Dinamarca e Coreia, assim como outros participantes-chave", adiantou. Os 19 países industrializados do Clube de Paris tinham acordado em Novembro de 2004 aliviar a dívida do Iraque até 80 por cento em três fases, permitindo que passasse de 38,9 mil milhões de dólares (28 mil milhões de euros) para 7,8 mil milhões (5,5 mil milhões de euros) em 2008. Os responsáveis iraquianos tiveram hoje reuniões com vários participantes na conferência de Charm El-Cheikh, visando obter uma diminuição da dívida e ameaçando bloquear os investimentos dos países que não o fizessem. "Não autorizaremos nenhum país que não tenha anulado a nossa dívida ou que não respeite as recomendações do Clube de Paris a investir no Iraque", declarou o ministro das Finanças iraquiano, Bayan Jabr, à margem da conferência. Jabr indicou que o seu país estava em negociações com Moscovo para uma anulação da dívida do Iraque aquele país, que exige em troca o reconhecimento dos contratos assinados pelas empresas russas com a administração de Saddam Hussein, nomeadamente no sector petrolífero. "A Rússia não deveria ligar a anulação da dívida ao investimento petrolífero", disse. Jabr precisou que o seu país herdou do antigo regime de Saddam Hussein dívidas da ordem dos 140 mil milhões de dólares (103 mil milhões de euros). Nos últimos anos, perto de 54 países credores, entre 69, anularam as dívidas do Iraque num valor total próximo dos 100 mil milhões de dólares (73 mil milhões de euros), disse, adiantando que o país continua a ter "entre 40 a 50 mil milhões de dólares (29 a 36 mil milhões de euros) de dívida". O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas no Iraque, Achraf Qazi, anunciou, por outro lado, que o "Compromisso Internacional sobre o Iraque", o plano quinquenal que visa estabilizar o país em termos políticos e económicos, foi hoje adoptado por unanimidade na conferência. "A resolução para apoiar o Iraque e permitir-lhe sair da crise foi adoptada por aclamação por todos os participantes", disse Qazi à agência noticiosa AFP, explicando que não houve votação, mas a iniciativa foi aprovada por consenso. "Sabemos que o caminho é longo e difícil e sabemos também que o governo iraquiano, sozinho, não será capaz de o completar", adiantou Qazi, salientando que "a comunidade internacional se comprometeu a apoiar o Iraque na sua crise". Lançado a 28 de Julho de 2006 por Bagdad e as Nações Unidas com o apoio do Banco Mundial, a iniciativa prevê um reforço da segurança e reconstituir a economia do Iraque. "O Compromisso representa um roteiro para os próximos cinco anos que visa ajudar o Iraque a realizar os seus objectivos de longo prazo para a prosperidade económica, a estabilidade política e a segurança duradoura", declarou Ban Ki-moon na abertura da conferência. Além da aplicação de um programa de reconciliação entre as comunidades xiita, sunita e curda, nomeadamente repartindo equitativamente os proveitos do petróleo, o plano prevê a identificação de formas de investimento, ajuda financeira e medidas de assistência técnica e administrativa solicitadas pelo governo iraquiano. A conferência de Charm El-Cheikh constitui a segunda tentativa do Iraque de obter dos seus vizinhos compromissos que contribuam para a estabilidade do país, a braços com a violência, após um primeiro encontro menos representativo, em 10 de Março, em Bagdad. http://www.tvnet.pt/noticias/detalhes.php?id=4954 ![]() ![]() |