28
Abr 08
Salams. Eu não estive presente no "Estima", encontro religioso, por motivos pessoais, mas tenho ido nos anos passados e é uma boa altura de reunir todos os muçulmanos e conhecer mais e perceber mais a religião, o Islão.

Todavia, não me apercebi que havia um tão-grande aparato policial sobre este encontro, que se realiza desde que cá vivo em Portugal. Tentamos simplesmente entender a preocupação, e neste caso, nada melhor que ignorarmos a situação e simplesmente aproveitar estes 3 dias para aumentar o nosso Ilm, Conhecimento Religioso. Digo, que só referi isto, pois os Media, só se preocuparam com isso e em nada sobre o que o assunto tratava.

Este é um encontro organizado pelo Tabligh Jamath de Portugal, mas sendo que muitos Sunnis (como eu) costumam ir a esses encontros, já que não é normal abordar-se assuntos que levem a um Tabligh vs Sunnismo , muito pelo contrário, previligia-se a união. ;)


Coloco aqui alguns estratos da notícia do DN Online:

"O encontro internacional do Tabligh Jamaat na mesquita Central de Lisboa, no qual participaram mais de mil muçulmanos, terminou ontem sem registo de quaisquer incidentes, informou Esmael Loonat, responsável em Portugal deste movimento religioso muçulmano.

Esmael Loonat declarou que o encontro, que juntou mais de mil muçulmanos oriundos de diversas zonas de Portugal, foi "uma reflexão de aproximação ao Criador

O encontro que era aberto a qualquer muçulmano, começou na sexta--feira e terminou ontem, tendo contado com a participação de responsáveis desta "missionação religiosa" do Bangladesh, Índia e Paquistão, referiu ainda Esmael Loonat. ".
(...)
Esmael Loonat afirmou que o encontro, que não foi o primeiro no País, decorreu pacificamente, defendendo que os "muçulmanos que residem em Portugal estão completamente integrados na sociedade portuguesa".

Segundo Esmael Loonat, o ob-jectivo do Tabligh Jamaat é "tentar desenvolver o vínculo de aproximação dos muçulmanos ao Criador para que este se torne contínuo e constante através dos valores da fé, oração, caridade, jejum e a peregrinação a Meca".

"Paralelamente, os muçulmanos devem ter uma vida condigna num âmbito profissional, social e pessoal", acrescentou. "
(...)
O movimento Tabligh Davah (que significa grupo que propaga a fé) foi fundado em 1920 na província de Mewat, na Índia, por Maulana Muhammad. Os tablighis são uma espécie de missionários que divulgam os princípios da fé aos muçulmanos.

Em Portugal, o movimento está presente desde 1979, disse Esmael Loonat.

Cerca de 95% dos membros da comunidade muçulmana residentes actualmente em Portugal chegaram nos anos 70 ao País e eram oriundos das ex-colónias de Moçambique e da Guiné-Bissau, explicou uma fonte da comunidade.

Esmael Loonat adiantou ainda que o Tabligh tem como objectivo relembrar a prática do Islão e que reuniões entre os membros desta comunidade "são comuns, tanto na Europa como em Portugal".

Salams
islamnet.eu


27
Abr 08
Salams.

Veiled Voices é um documentário que tem o objectivo de mostrar a forma como se processa o ensinamento religioso ás mulheres, mas mais ainda, quer mostrar as dificuldades e os obstáculos que as alunas conseguem passar para se tornarem Álimas, e muitas, conceituadas. Contrastando as aspirações públicas e privadas de algumas dessas mulheres em diversos países e os líderes religiosos (homens) que suportam esta causa, ou que falham nela.

Podem consultar o site oficial aqui.




O Imam Ibn al-Salah al-Shahrazuri escreve no seu famoso Muqaddamah:

"Alguém que perde o seu tempo tentanto estudar com muitos professores somente para adquirir reputação de ter tido imensos professores e a fama que daí advém, não será bem sucedido.
As palavras de Ibn Hatim al-Razi não se referem a isto; que são, "Quando escreves um hadith, "pega" em tudo. Quando o transmites, sê selectivo"

[Muqaddamah Ibn Salah]


26
Abr 08
Salams. Deixo mais um album, para ser ouvido este fim de semana pelos nossos leitores, já que andamos na onda das imagens e vídeos, faltava o som.
Salams.
islamnet.eu



Podem adquirir albuns de Yusuf Islam, no Link abaixo, já que é proibido qualquer tentativa de download.

25
Abr 08
Salams.

Para completar as restantes fotos e artigos que aqui tenho colocado, vou adicionar mais algumas com o Dubai antes/Dubai Depois e com os projectos do futuro do Dubai.






















Salams. Já há muito que não colocava uma notícia no blog, na sua integridade, mas esta pareceu-me bastante interessante, pois não será motivo de geração de mais polémicas, mas sim, algo para os mais curiosos tentarem entender. É uma boa perspectiva apresentada pelo Professor, mas que deveria ser mais aprofundada como argumento da tese defendida:

"Michael Ross diz que ouro negro perpetua sociedades patriarcais Há autores que dizem que a fraca emancipação das mulheres é culpa do islão ou do falhanço da democracia em alguns países do Norte de África ou do Médio Oriente. Mas Michael Ross, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, tem opinião diferente: afirma que a preservação de culturas e instituições políticas patriarcais é culpa do petróleo.

Num artigo que compara dados das últimas quatro décadas, publicado recentemente na American Political Review of Science, Ross escreve que quanto maiores forem as receitas do petróleo e do gás maior será a entrada de moeda estrangeira e maiores serão as importações. Assim menores serão os empregos que as mulheres poderão ocupar.

Estas, isoladas, sem dinheiro, sem acesso a uma troca de informações, têm mais dificuldade em fazer valer as suas ideias nas sociedades e menos capacidade de mobilização política para defender os seus direitos. "O petróleo perpetua o patriarcado", argumenta o professor norte-americano, colocando em causa a teoria de que o crescimento económico promove a igualdade de género.

O estudo compara os casos da Argélia e da Tunísia, a primeira rica em hidrocarbonetos e a segunda não, onde um rendimento per capita de 937 dólares e uma representação parlamentar feminina de 6% contrastam com um rendimento de 61 dólares e uma representação de 22%.

"Os diferentes tipos de crescimento económico podem ter efeitos diferentes nas relações de género. Quando o crescimento é resultado da industrialização deve trazer mudanças semelhantes à modernização. Mas as receitas provenientes da extracção de petróleo desencorajam muitas vezes a industrialização ao causar a chamada doença holandesa [relação entre a exploração de recursos naturais e o fim da manufactura]", escreve Ross no seu artigo.

O autor diferencia ainda os países onde as mulheres já estavam activas no mercado de trabalho antes da exploração do ouro negro, como sejam a Síria ou até o México, que ele considera excepções interessantes. "As mulheres de ambos os países podem ter beneficiado de muitos anos de governos de centro-esquerda que revelaram interesse pelos seus direitos", argumenta Ross, num artigo provocador onde o islão não é o suspeito do costume."

fonte: DN Online

Salams.

Islamnet.eu

18
Abr 08
A palavra Islão, significa literalmente, obediência a Deus. Então, acreditar em Deus é a primeira base da fé islâmica, pois o ser humano deve acreditar em Deus para o obedecer. Porém, o Homem não pode ser obediente a não ser que saiba a quem ser obediente e como sê-lo. Isto parece muito confuso e complicado, mas de facto não o é. Vejamos um exemplo: Um servidor não pode servir o seu Mestre a não ser que aquele saiba algumas "bases" do Mestre para O poder identificar e seguir as suas ordens.

Toda a humanidade está, desde à nascença, tendenciada para acreditar na existência de Deus, e na sua unicidade e perfeição. Ele é o criador de tudo na terra e nos céus. Ele legisla e de certo modo sustenta o Universo e não existe ninguém, que consiga fazer o que ele faz. Ele não é um génio malígno como muitos afirmaram e afirmam, pois ele não engana, ele é PERFEITO. Ele deu ao universo um completo código de vida:

"Glorificado seja Quem criou pares de todas as espécies, tanto naquilo que a terra produz como no que eles mesmos geram, e ainda mais o que ignoram. E também é sinal, para eles, a noite, da qual retiramos o dia, e ei-los mergulhados nas trevas! E o sol, que segue o seu curso até um local determinado. Tal é o decreto do Onisciente, Poderosíssimo. E a lua, cujo curso assinalamos em fases, até que se apresente como um ramo seco de tamareira. Não é dado ao sol alcançar a lua; cada qual gira em sua órbita; nem a noite, ultrapassar o dia." (Ya-sin 36:36 a 36:40, tradução Myciw.org )

Será que nós podemos ter a percepção da sua existência? De acordo com o conhecimento que foi transmitido pelo Profeta Muhammad (SAW-Que a paz esteja com ele) e pelos seus companheiros (que Allah os tenha), aos seus sucessores e a todos os outros muçulmanos (que Allah os mantenha em paz a todos), Deus pode ser percebido pela Humanidade através das suas qualidades divinas e pelos seus atributos também divinos.

As Suas qualidades divinas são:

1. Ele é o Opmipresente
2. Ele é o "Eterno"
3. Ele é o Incessante
4. Ele é Único
5. Ele é diferente daqueles que criou (nós, seres imperfeitos; os animais; o mundo)
6. Ele é Sustenta-se a si próprio

Os seus atributos são:

1. Ele é o Omnisciente
2. Ele é o que tudo Ouve
3. Ele é aquele que tudo Vê
4. A sua vontade é absoluta
5. Ele é Omnipotente
6. A sua língua é única
7. Ele é o criador de todas as coisas

Esta é a descrição do Criador, uma descrição explicada por Ele mesmo ao seu Sagrado Mensageiro, Muhammad (que a paz esteja com ele). E pela Sua sensatez, Razão e Conhecimento, o Homem consegue percepcionar Deus, pela observação e contemplação de inúmeros sinais.
Mas a intelectualidade e capacidade do Homem não está livre de dificuldade e certamente não está livre de errar. Deus, na sua misericórdia, diminuiu a dificuldade os seus Servidores enviando o "Homem entre eles", que transmitiu o verdadeiro conhecimento Dele e das Suas Divinas Qualidades e Atributos. Um companheiro do Profeta (que a paz esteja com ele) disse que Abu Said Al-Khudri narrou:

"Um homem ouviu outro a recitar(nas suas orações): "Disse (Ó Muhammad): "Ele é Allah, o Único "(112.1) E ele recitou repetidamente esse verso do Alcorão. Quando era de manhã, ele foi ter com o Profeta e informou-o que considerava a recitação do Surah insuficiente. Muhammad (SAW- Que a paz esteja com ele) disse, "Por Ele, que a minha vida está nas suas mãos, (esse Surah) é igual a um terço do Alcorão Sagrado."

Vejamos a imensidade e o poder dado a uma passagem sobre o Omnisciente, no Alcorão.

Que Allah dê Hidayat a todos vós e que tenham Fé em Deus.

Salams
islamnet.eu

13
Abr 08
"Por ventura, não te encontrou (Deus) órfão e te amparou? Não te encontrou extraviado e te encaminhou? Não te achou necessitado e te enriqueceu? Portanto, não maltrates o órfão, Nem tampouco repudies o mendigo. Mas divulga a mercê do teu Senhor, em teu discurso"

(Alcorão 93:6 à 11)

Para verem melhor e com transliteração o Surah consultem:

http://myciw.org/modules.php?name=Alcorao&action=viewayat&surano=93

Salams. Hoje estava a ler o Alcorão, já próximo do fim e resolvi deixar aqui no blog esta passagem. Espero que reflictam da melhor forma, mas que após isso passem o vosso pensamento para um discurso e para o activo.

Salams
Islamnet.eu

11
Abr 08
Salams.

Como todos vocês, visitantes do blog têm reparado, eu não tenho posto em discussão ou falado muito sobre o filme de Geert Wilders, Fitna. A razão é simples, mas para uns um pouco difícil de compreender, mas que passo a explicar:

Começo com a dúvida de que se aquilo é mesmo um filme ou uma mera montagem de vídeo. Depois, o "filme" não tem nenhum interesse, já que não trás nenhuma "acusação" nova a isto ou aquilo que está escrito no Alcorão e que não tenha tido uma devida resposta. Por outro lado e em terceiro lugar, não existe coerência no "filme". Chegamos ao final e temos uma de duas hipóteses, ou somos totalmente manipulados ou perguntamo-nos a nós mesmos: Ele quer que o Islão seja retirado da Europa? Por estes argumentos? Eu consigo fazer o mesmo com outros livros sagrados de outras religiões. Mas nunca o faria pois sei que tal como nos casos em que se relatam as passagem no Alcorão, existe sempre um facto por detrás, um tempo e um espaço próprios, e por outro lado existem sempre figuras de estilo, hipérboles e eufemismos.

Geert Wilders fez isso, subrepondo todos os princípios éticos e tentando simplesmente conseguir enviar a sua mensagem de ódio e repúdio aos muçulmanos e à religião islâmica. Ele mostra gráficos do crescimento do islão na Europa, e diz que isso tem que acabar???!!!!

Com isto, revelo o meu desinteresse na obra, filme, ou vídeo do youtube, aquilo que seja.

Todavia, a minha perspectiva sobre o "filme" não é nova, mas é aquela, a única a que consigo aderir, e como tal têm circulado na internet alguns vídeos com uma resposta semelhante e que gera e sempre gerou consenso entre os muçulmanos (excluíndo, claro, o extremismo que existe em minoria no Islão).

Eu tinha já vizualizado alguns vídeos e entre os quais um em português, mas neste só vi a primeira parte, sendo que as outras encontrei no fórum MyCiw, bem como a resposta em inglês de um saudita, publicada pelo moderador do fórum Yiossuf Adamgy. Esta resposta ao vídeo, é talvez aquela que melhor revela a minha perspectiva e a do Islão em geral, já que ele faz o mesmo que Geert Wilders, mas com a Bíblia, e demonstra o tal desinteresse no filme "Fitna", pois qualquer um podia pegar num livro sagrado e pôr umas imagens sem contexto com o que está escrito nele e manipular os que vêem o vídeo.

Deixo primeiro o vídeo em Inglês:






Bem como os vídeos em português. São 4:





09
Abr 08
Salams. Nós muçulmanos temos que cumprir a Shariah e como tal sempre que encontramos algum muçulmano devê-mos dizer Assalamo Aleikum. Nos meus posts escrevo sempre Salams, mas o significado é o mesmo, mas digo Salams pois é uma forma mais no plural para se cumprimetar a todos. Como vêm, esta é das coisas mais interessantes na religião islâmica, pois mesmo que não conheçamos uma determinada pessoa e desde que ela seja muçulmana, temos a obrigação de cumprimentar com um Assalamo Aleikum. Acaba-se por perceber quem é e que não é muçulmano devido aos trajes de cada pessoa. Mas imaginemos que ficamos na dúvida se aquela pessoa é Muçulmana ou não, então devemos cumprimentar com um Assalamo Aleikum, nem mais baixo, nem mais alto, no mesmo tom de vós. E se essa pessoa não for por acaso muçulmana e não responder, não devemos ficar com vergonha perante ela, pois a grande "vergonha" seria não cumprimentar uma pessoa que à partida fosse muçulmana.

No caso de cumprimentarmos uma pessoa que é muçulmana mas que não reponde ao Salam, devemos repetir o Salam. Se à segunda vez essa pessoa não responder, não devemos perguntar uma terceira vez pois já é pecado para aquela.

Segundo a Sharia, existe um grande Sawab em cumprimentar-se não só dizendo Assalamo Aleikum, mas acrescentanto outra parte, ficando Assalamo Aleikum wa Rehamtulahi wa Barakhatu. Deste modo a outra pessoa deve responder, Wa Aleikum Salam wa Rehamatulahi wa Barakhatu.

Para além disso, é Sunnah (pois o nosso profeta o fazia), cumprimentar com as duas mãos e não só coma direita. Atenção que é Sunnah e que não é obrigatório.

Porém quando nos despedimos, nós muçulmanos temos hábito de dizer Khudah Hafiz. Mas, segundo o nosso irmão do blog em inglês, At-Tazkirah, que enunciou um Hadice, dizer Khuda Hafiz, é incorrecto pois não se cumpre a regra da Shariah.

O hadice enunciado é o seguinte:

Hakeemul Ummat Hadhrat Maulana Muhammad Ashraf Ali Thanvi (qudduhus sirruhu) menciona:


Na altura de despedida algumas pessos ao invés de dizerem "Assalamo Aleikum" dizem somente "Khuda Hafiz". Contudo isto é uma mudança na Shariah, o que é um grande pecado. Até mesmo o hábito de se dizer Khuda Hafiz depois do Salam é proibido"
(Ahsaanul Fatawa, vol. 1 pg. 385)

[Retirado de "Aghlatul-Awaam (Awaam ki Ghalat Masa'il)"]

http://truelife200vi.wordpress.com/2008/04/09/khuda-hafiz/

Deste modo, despeço-me com um Assalamo Aleikum.

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