11
Abr 07

O calendário islâmico é baseado nos meses lunares, que começam quando uma tênue lua nova é percebida no céu ocidental depois do pôr-do-sol, um dia ou dois após a Lua Nova. Por isto, o mês pode  ter 29 ou 30 dias. Existem 12 meses no calendário islâmico, e o ano pode durar 354 ou 355 dias, comparado ao calendário civil (gregoriano),  onde o ano tem 365 ou 366 dias. Portanto, o ano lunar islâmico tem 12 meses lunares e, na média, é mais curto 11 dias do que o ano civil (gregoriano) e se inicia mais cedo em cada ano civil cerca de 11 dias. Os 12 meses do calendário islâmico são:

Os meses do calendário Isslâmico são:

1º Muharram
2º Safar
3º Rabei al-awal
4º Rabi al-thani
5º Yumada al-ula
6º Yumada al-thaniyah
7º Rajab
8º Shabán
9º Ramadán
10º Shawwal
11º Dhul Qhada
12º Dhul Hijjah


No calendário islâmico (Hégira) usa-se normalmente a abreviatura D.H. nas línguas ocidentais, que é derivado do latim "Anno Hegirae", ou mais comumente como "Depois da Hégira", tal como o calendário gregoriano que se utiliza D.C e A.C.

Foi durante a última peregrinação do Mensageiro Mohammad (saw), no ano 10 da Hégira (10° ano de sua migração de Meca para Medina), que foi tomada a decisão de introduzir o calendário islâmico lunar. A palavra Hijrah (Hégira) foi muitas vezes mal interpretada por vários escritores muçulmanos e não muçulmanos. Não significa fuga ou evasão. O termo árabe Hajara quer dizer romper relações ou abandonar sua própria tribo.

Embora o calendário islâmico tenha sido introduzido no ano de 632 da era cristã pelo Mensageiro Mohammad (saw), o início da era islâmica para o cômputo dos anos islâmicos foi considerado e discutido durante o ano de 639, no 4° ano do Califado de Omar, que declarou que o acontecimento mais importante no estabelecimento das raízes do Isão em Medina tinha sido a Hégira (a migração do Mensageiro de Meca), e por isso transformou-se no início da era islâmica, que começou em 622 d.C. A data de início para o Calendário Islâmico foi escolhida (com base nos anos lunares, contando-se para trás) como sendo o primeiro dia do primeiro mês (1° do Muharram) do ano da Hégira. No entanto, o período entre o 1° ano e o 10° da Hégira não seguiu este Calendário Islâmico; em seu lugar prevaleceram as práticas de vários tipos de intercalação que eram seguidas na Arábia daquele tempo. As diversas tribos seguiam diferentes intercalações, assim não havia um calendário uniforme. Por conseguinte, o primeiro dia do Muharram, ano 1 da Hégira, conforme praticado na Arábia correspondia ou a 18 de abril ou 18 de maio de 622 (do calendário juliano). Mas, se quisermos uma data teórica para o início do calendário islâmico (com base nos meses lunares sem intercalação, contando-se para trás), então o primeiro dia do primeiro mês, isto é, 1° do Muharram, do ano 1 da Hégira, corresponde a 16 de julho de 622 d.C.

O primeiro calendário islâmico pelo qual a data do calendário juliano é conhecida de modo exato é o 9° do Dhu al-Hijjah, ano 10 da Hégira, que corresponde a 6 de março de 632 d.C (sexta-feira), quando o Mensageiro Mohammad (saw) fez a sua peregrinação de despedida a Meca.

 

Islamnet / Islamemlinha

 

Na barra lateral pode ver a data de hoje no calendário islâmico e também as orações de hoje.

 

Salams


07
Abr 07
Conceitos Básicos

A palavra Islam significa submissão e obediência voluntária a Deus no qu'Ele prescreveu e coibiu, através da revelação. Significa igualmente paz, que só é encontrada mediante a submissão e obediência voluntária a Deus. Disse o Altíssimo no Alcorão: "Não há imposição quanto ao din" [Alcorão 2:256]

Como os Mensageiros de Deus foram, dentre as pessoas, os que mais se submeteram a Deus, foram portanto os primeiros dos muçulmanos.

O Islam é a religião, ou melhor é o din de todos os enviados de Deus desde o primeiro deles (Adão: enviado para a sua descendência próxima) até o derradeiro enviado (Maomé ou melhor Muhammad). Deus afirma isto no Seu livro revelado (Alcorão). Disse Ele nas palavras de Jacob a seus filhos:

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"Não estáveis presentes (testemunhando) quando a Jacob se apresentou a morte, que então disse a seus filhos: Que adorareis após mim? Disseram-lhe: Adoraremos o teu deus e o deus de teus pais: Abraão, e Ismael e Isaac, o Deus Único, e a Ele nós somos muçulmanos (submissos) [Alcorão 2:133].

Disse Ele nas palavras de Jesus e de seus discípulos:

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" E quando lhes sentiu Jesus o encobrimento, disse: Quem são meus apoiadores até Deus?. Disseram os discípulos: Nós somos os apoiadores de Deus, cremos em Deus, e testemunha que somos muçulmanos (submissos)." [Alcorão 3:52].

A palavra din significa:

A subjugação e supremacia a quem tem um poder maior - Deus.
A obediência, a adoração e a servidão de quem é subjugado - as criaturas.
As delimitações, as leis, o método e a maneira a serem seguidos - o Islam.
A contabilização, a jurisprudência, a punição e a recompensa - a Justiça de Deus.
A governança e a autoridade superior - Autoridade de quem criou, Deus.

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" Dize: Ó Deus, Soberano / Proprietário do poder de ação! Tu concedes o poder de ação a quem Te apraz e retiras o poder de ação de quem te apraz; exaltas a quem queres e humilhas a quem queres. Em Tua mão está todo o Bem. Tu és Onipotente." [Alcorão 3:26].

"Disse Deus no Alcorão:

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" E disse o Faraó: Deixai-me matar Moisés, e que invoque a seu rab. Temo que troque vosso din ou que faça surgir na terra a corrupção". [Alcorão ('gófir) 40:26].

Não há dúvida que a palavra din não significa aqui, nem em outras éyiét ( plural de éyiát = nome dado as frases do Alcorão e que significa provas) do Alcorão, simplesmente religião. Significa sim o governo e o sistema também. O Faraó temia, e o declarava, o êxito de Moisés na sua conclamação. Pois o governo e o sistema baseado na governança do Faraó, nas leis e costumes vigentes seriam arrancados pelas raízes. Aí, então, viria um sistema baseado em fundamentos totalmente diferentes ou reinaria a desordem ao ver do Faraó.

O significado da palavra din é, portanto, em todos as éyiét do Alcorão não outro senão o sistema completo para a vida e que abrange todas as suas diversidades.


06
Abr 07

Por Dr. Jamal Badawi

 

"Aqueles que seguem o Apóstolo, o Profeta iletrado, a quem
eles acham mencionado em sua Tora e no Evangelho..."
(Alcorão 7:157)

 

1. AS PROFECIAS BÍBLICAS SOBRE O ADVENTO DE MOHAMMAD

Abraão é amplamente respeitado como o Patriarca do monoteísmo e o pai comum de judeus, cristãos e muçulmanos. Através de seu segundo filho, Isaac, vieram todos os profetas, inclusive os mais proeminentes, como Jacó, José, Moisés, Davi, Salomão e Jesus. Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre todos eles. O advento desses grandes profetas foi um cumprimento parcial das promessas de Deus, de abençoar as nações da terra através dos descendentes de Abrão (Gênesis 12:2.3). Este fato é sinceramente aceito pelos muçulmanos, cuja fé considera a crença e o respeito a todos os profetas um artigo de fé.



03
Abr 07


Milan Rados, Professor da Universidade do Porto

Na Primavera de 1999, a OTAN castigou severamente a Sérvia. A razão deste ataque, sem cobertura da ONU, foi, segundo a Aliança Atlântica, uma catástrofe humanitária que estava a decorrer neste lugar remoto da península balcânica. O povo maioritário, os sérvios, estava a massacrar o povo minoritário, os albaneses. Depois de três meses de bombardeamentos, o regime de Milosevic rendeu-se, e as tropas da OTAN entraram no Kosovo. Foi posteriormente adoptada a resolução da ONU que legalizou a ocupação temporária, mas o território continuou a pertencer juridicamente ao Estado sérvio. Um tribunal da ONU julga os acusados pela catástrofe humanitária. O nome legal para tal catástrofe é genocídio. Muitos já foram condenados pelos diversos crimes de guerra, mas o genocídio no Kosovo não foi confirmado.

A situação presente na região, a segurança dada pela OTAN e paga pela UE, não pode durar eternamente. Por isso, o medidor da ONU, Martti Ahtisaari, ofereceu um plano que prevê independência controlada do Kosovo. A sua proposta coincide com a posição da maior potência do mundo. Os norte-americanos agradecem e apoiam, mas a situação está complicada. Os EUA, a França e o Reino Unido vão apoiar, no Conselho da Segurança, a proposta de Ahtisaari. A Rússia ameaça vetar. A China, embora discretamente, pensa fazer o mesmo. A UE, oficialmente unida, continua realmente dividida entre a velha Europa, que quer ser independente perante os EUA, e a nova Europa, que se alia fortemente com a política externa norte-americana.

Não havendo uma solução na ONU, em que ponto estamos?

Temos uma alta tensão entre a Sérvia e os seus vizinhos, entre a Grécia e os seus vizinhos, entre a Albânia e os seus vizinhos… Se a Rússia apoiar a Sérvia, o que parece garantido, também teremos uma grave crise internacional. Para evitar maiores complicações, os EUA ofereceram à Sérvia a entrada na OTAN e na UE. Claro, se for aceite o plano proposto. Nas eleições realizadas há pouco tempo, os sérvios responderam positivamente. Mais de dois terços votaram nos partidos que ofereceram a perspectiva ocidental. Os sérvios querem viver na UE. Disso já não há dúvidas. Mas, os mesmos sérvios rejeitaram em uníssono a oferta de Ahtisaari. O Kosovo continua a ser algo importante para eles.

As negociações entre a Rússia e os aliados ocidentais não correm bem. A segunda maior potência militar criticou fortemente a política unilateral dos EUA, querendo um papel mais importante nas relações internacionais e, aparentemente, tem trunfos para isso. Enquanto os americanos têm problemas no Afeganistão, no Iraque, no Irão, na Síria, na Somália, na Coreia do Norte… a Putin as coisas não correm mal. Recentes acontecimentos, como são sanções muito limitadas contra o Irão, estão a indicar que as forças das grandes potências estão equilibradas em maior grau do que estiveram no fim da Guerra Fria. Dessa maneira, aumenta a previsibilidade mútua das suas acções; isto traz mais estabilidade às suas relações. Mais estabilidade inspira mais confiança. Esta promete períodos mais largos de paz. Aliás, o sistema internacional multipolar é sempre mais favorável à paz e ao progresso do que qualquer unilateralismo.

Os Balcãs eram e são um barril de pólvora. Já incendiaram um conflito generalizado, o da Primeira Guerra Mundial. Neste momento, os diplomatas estão a jogar. Só as negociações podem conduzir a bom porto.

As imposições sairão sempre, no fim, muito caras.

Jornal de Notícias

  Abu Nasr MuhammadIbn Al Farakh Al Farabi

 

 Al Farabi

 

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Al Farabi foi o maior filosofo muçulmano antes de Avicena, escreveu um tratado de alta espiritualidade e nobre sentimento intitulado ''A Cidade Modelo'', partindo do princípio platônico de que o homem foi feito para viver em sociedade, Al Farabi chegou a conclusão que o Estado perfeitamente organizado deve cobrir todo o mundo habitado e compreender toda a humanidade.

Abu Nasr Muhammad Ibn Al Farakh Al Farabi nasceu em uma pequena vila chamada Wasij, próximo a Farab no Turkistão em 259 Hégira (870 ). Seus pais eram originalmente da Pérsia, mas seus antepassados tinham emigrado para o Turkistão, ficou conhecido como Al Phrarabius na Europa, Al Farabi era o filho de um general, concluiu seus estudos nas cidades de Farab e Bukhara, mais tarde foi para Bagdá para estudos mais elevados, onde estudou e trabalhou por muito tempo de 901 à 942.

Durante este período aprendeu diversas línguas e várias ramos do conhecimento e da tecnologia, foi contemporâneo do califado Abássida, como filósofo e cientista, adquiriu grandes conhecimentos no ramo da aprendizagem, ficou conhecido por ser um perito em línguas de outros povos.

Al Farabi viajou por muitas terras distantes e estudou por algum tempo em Damasco e no Egito, mas voltou novamente a Bagdá, até que visitou a corte do rei Saif al-Daula's em Halab (Allepo).

Transformou-se um dos companheiros do rei, e foi em Halab que sua fama se espalhou por toda a parte, tornou-se um grande um Qadi (juiz), mais tarde fez da arte de ensinar, a sua profissão, morreu em Damasco em 339 Hégira 950, com a idade de 80 anos.

Al Farabi mostrou uma competência notável no conhecimento de diversas línguas, a sua maior contribuição está na lógica, na filosofia, e na sociologia, além disso, contribuiu imensamente com à matemática, ciência, medicina e a música.

Era também um Enciclopedista, outra grande contribuição de Al Farabi na lógica foi o estudo da lógica sistemática dividindo o assunto em duas categorias: Takhayyul (idéia) e Thubut (prova).

Tentou reconciliar o Platonismo e Aristotelismo com a teologia e escreveu comentários sobre a física, lógica e meteorologia, Al Farabi era da a opinião que a filosofia e o Islam estão em harmonia.

Provou a existência do vácuo e esta também foi uma grande contribuição sua à física, no seu livro Kitab al-Ihsa al-'Ulum apresenta princípios e a classificações fundamentais das ciências.

Al Farabi escreveu diversos livros no ramo da sociologia, o mais famoso deles é o livro intitulado Ara Ahl al-Madina al-Fadila (a cidade modelo), foi uma contribuição significativa a sociologia e à ciência política.

Escreveu também livros sobre metafísica e psicologia, era um perito na música, contribuía com as notas musicais e inventava diversos instrumentos musicais, seu livro na música, intitulado Kitab al-Musiqa, é bem conhecido.

Al Farabi escreveu um grande número livros em diversos campos da ciência, foram 117 destes;

  • 43 são do ramo da lógica;
  • 7 sobre a ciência e a ética política;
  • 11 sobre metafísica;
  • 28 sobre medicina, sociologia, música e comentários.

O livro Fusus al-Hikam de Al Farabi foi usado como um livro de filosofia por diversos séculos na Europa, exerceu uma grande influência na ciência e na filosofia por diversos séculos.

Fonte: islam.org.br


Parte I

Preliminares

O Islam é, por assim dizer, a religião mais mal compreendida no Ocidente. As razões de tal incompreensão são muito variadas. Cita-se entre elas o longo confronto do cristianismo com ele. Esta longa história de confronto e conflito, contribuiu para a colocação do Islam longe do interesse de muitos, mediante a alegação de que este é antagônico e prejudicial ao Ocidente.

As perplexidades perante o Islam são precisamente as mesmas, para qualquer pessoa inteligente que tente se pôr em dia em relação ao Islam. Como é possível acessar o Islam,   se a todo instante somos confrontados, propositadamente, com manchetes e vocabulário reduzido com ressábios de reminiscências dos preconceitos respingados através dos acontecimentos da história e que cifram-no numa linguagem estranha para os não muçulmanos? Para estes, o Islam não é outro senão um conjunto arbitrário de infringências levadas a cabo por uma raça de habitantes do deserto.

O Islam é tampouco o resultado de uma cultura com estilo próprio, uma vez que toda cultura tem uma ideologia, ou melhor  um apimentado com uma certa dose de cientifismo, astrologia, naturalismo, empirismo e esoterismo, além de uma ideologia sócio-política.

O Islam não é, portanto, uma ideologia, e a afirmação contrária leva a absurdos, uma vez que as ideologias são culturalmente retrógradas e politicamente inoperantes, quando não restritivas.

Do afirmado vamos tomando consciência de que o Islam é um din com significado e estilo próprios.

Dr. Kemel Ayoubi


30
Mar 07
Salams, esta é uma das provas de que o islão é a religião verdadeira. É comprovado simplesmente através da ainda existência do cabelo do profeta, que pode ser visto em muitos lugares do mundo.
É um simples fio de cabelo dourado, que vai ao longo dos anos produzir outros fios de cabelo, e este mesmo também continua a crescer ao longo do tempo.
Conta-se que o profeta tinha visitado uma cidade, onde haviam imensos crentes que desejavam a visita do profeta ás suas casas, mas o profeta, como não podia satisfazer todos os pedidos decidiu oferecer um ou mais fios de cabelo por toda a população, e penso eu, não confirmo a veracidade da história, foi a ssim que estes fios de cabelo se foram espalhando por todo o mundo.
Amanhã, penso que haverá no Darul-ul-ullom de Odivelas uma sessão em que tais fios de cabelo serão exibidos, que será as 15 horas.



Jummah mubarak











Salams, hoje aproxima-se uma data muito importante, e por isso trago-vos este vídeo.



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