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Jul 07

    É verdade que historicamente, o ser humano sempre pensou num poder sobrenatural existente além deste nosso mundo materialista.


    Ele está constantemente a tentar não só encontrar a origem de todo o Universo, todos os outros planetas....prourando se existe vida neles... mas, também  procura um objecto para a sua adoração.

 

    A história da Humanidade é apenas uma série desses esforços, algumas pessoas pensavam que este poder podia ser encarnado em certos tipos de árvores, pedras, ouro, ou no homem....

 


    Houve pessoas que, pensavam que era o sol e outras achavam que era a lua ou outros astros, e ainda outras pensaram que eram os rios, etc. Há ainda outros que dizem não haver Deus, mas a natureza em si é o seu Deus. Por isso é que na filosofia utiliza-se "divindade naural cujo poder é superior ao nosso".

 

    Outros pensam que Deus deve ser um poder sobre-natural, que não tem forma, nem semelhante, não é afectado pelas mudanças, que é imortal e eterno. Esta posição é semelhante à do Islam.

 

    Tudo isto é o resultado da posição a que chegaram os psicólogos de que o ser humano tem um instinto religioso. Por natureza ele acredita na existência de um poder forte e grande que controla o Universo e sente que ele e o resto da humanidade são dependentes d'Ele e sujeitos a esse poder.


    O Professor Max Fuller no seu ‘’Hibbert Lectures’’ diz: 

    "A religião não é uma invenção nova. Se não é antiga como o mundo pelo menos é antigo como o mundo que conhecemos. Nunca houve  um falso Deus nem religião falsa a não ser que chames à criança um homem falso. Daquilo que eu sei das religiões, todas elas tinham o mesmo objectivo. Todas estavam ligadas a uma corrente que liga o céu á terra e que, estava e continua a ser assegurada pela mesma mão. O próprio Platão afirmou que: o conhecimento do verdadeiro Deus está implantado por natureza em todas as almas e, o trabalho dos professores neste campo não é ensinar o homem o que ele não sabe, mas é remover os obstáculos e as sombras que ocultam a verdade e o impedem de chegar até lá e para lhe recordar do conhecimento que ele já tem." ... lembrem-se da caverna e de Platão...



    Assim o homem por natureza pensa em Deus.  


    Alguns deles conseguem descobri-lo e outros não, daí a tarefa dos Profetas foi de recordá-los, da Existência de Deus; o Alcorão Sagrado menciona vários sinais e de várias formas, chama a atenção do homem, recordando-o a existência do verdadeiro Deus.

 

    Todos nós sentimos a sua existência, porém há quem o recusa alegando que não o vê, o que não tem lógica, pois há coisas que nós não vemos e estamos certos da sua existência como é o caso da nossa própria alma, o juízo, a energia, etc. Estas e outras coisas semelhantes não são vistas, mas a sua existência é aceita unanimemente. Porque será?


    Realmente, nem tudo se conhece directamente; há coisas que conhecemo-las indirectamente, pois, os seus efeitos são sentidos e conclui-se que existem.


    Por exemplo, se carrego o peso que nenhum dos meus amigos o consegue, então eu deduzo que só o faço por ser mais forte que eles. Sente-se os raios do sol aqui na terra, então deduzimos que deve existir algo que permite a chegada dos seus raios aqui na terra, etc.


    O nosso conhecimento acerca de Deus também não é diferente disso, pois Ele é conhecido pelos Seus sinais e efeitos. Porque Ele é subtil, conhecemo-lo não pelo nosso juízo directamente, mais indirectamente, através das Suas criações e efeitos. Razão pela qual não podemos conhecê-Lo inteiramente, pois só conhecemos os Seus atributos através da revelação, é por isso que o ser humano precisa da revelação. 


    Nós podemos estabelecer através do argumento racional a existência de Deus, mas a informação completa e total sobre Deus, está fora do alcance humano, Deus não pode ser descrito excepto mencionando algum dos seus atributos.

 

Bacon diz: 


"    Quando as ciências naturais são separadas pouco a pouco elas dão a entender inicialmente que estão remotas de Deus. Mas, quando são estudadas em pormenor e examinadas profundamente, elas forçam-nos chegar ao conhecimento da existência de Deus e na sua crença.’’ (Christian Belief and Scince)


    A existência de Deus também pode ser provada por intuição. O filósofo Francês Descretes W. do século 16, na sua demonstração da existência de Deus diz que: 

‘’A existência de Deus é conhecida intuitivamente e por depender da explicação intuitiva não precisa de prova, nem de demonstração, basta só revelá-la e desenrolá-la.’’



Ele diz ainda:


‘’Eu existo agora e sei que sou algo mutável, eu não sou a causa da minha existência, senão teria existido antes, eu não sou a causa das mudanças que caiem sobre mim, se fosse assim, ter-me-ia mudado para a melhor posição, eu não sustento a minha própria existência, se fosse assim, poderia subsistir (durar) para sempre. Os meus pais e os antepassados não causaram todos estes acontecimentos em mim, porque eles ocupavam a mesma posição que eu ocupo. Eu iniciei a minha vida na forma de uma criança desamparada, cresci chegando à juventude e tornei-me homem e depois ao declínio na forma de um velho. Não são todos estes sentimentos e mudanças a caírem sobre, um sinal de que sou um ser mortal cuja origem, deve ser imortal e a alma eterna?’’

(Evolution theory and christian belief - the unresolved conflict). 


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