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A imprensa norte-americana mostrou-se hoje céptica em relação ao discurso anual sobre o estado da União de George W. Bush, sublinhando que o presidente dos Estados Unidos nada disse sobre uma eventual mudança da política para o Iraque.



Na intervenção de terça-feira no Congresso, George W. Bush apelou aos norte-americanos para darem "uma hipótese" à sua nova estratégia para o Iraque e advertiu para o risco de um conflito regional em caso de fracasso naquele país. O Washington Post afirma na edição de hoje que George W. Bush está "politicamente ferido", mas "recusa confessar-se vencido no plano da retórica".

Bush não desistiu da "decisão de enviar mais soldados [para o Iraque), apesar das críticas dos dois partidos", democrata (oposição) e republicano, escreve o jornal. A imprensa norte-americana sublinha também que pela primeira vez em seis anos, o presidente republicano pronunciou o discurso sobre o estado da União perante um Congresso controlado pelos democratas, na sequência das eleições de 7 de Novembro do ano passado.

O Los Angeles Times não hesita em questionar se "este presidente pode ser salvo", sublinhando por outro lado que Bush "deu mais importância que noutros discursos aos problemas internos". O New York Times assinala não ter havido qualquer mudança a propósito do Iraque, considerando que Bush "não adiantou nada às suas políticas marcadas pelo fracasso".

No discurso, George W. Bush recordou o "cenário de pesadelo" para os Estados Unidos que implicaria uma retirada norte-americana antes do restabelecimento da segurança em Bagdade.

"O governo iraquiano seria substituído pelos extremistas, o país poderia ser palco de uma 'batalha épica' entre os extremistas xiitas apoiados pelo Irão, os extremistas sunitas e os nostálgicos do antigo regime", referiu Bush.

"Um contágio da violência poderia transpor o país e finalmente toda a região poderia ser forçada a entrar no conflito", acrescentou.

Face à oposição dos norte-americanos e do Congresso à política que defende para o Iraque e à decisão que tomou de enviar 21.500 soldados suplementares, Bush pediu ao país para dar "uma hipótese" ao plano para que funcione.



2007-01-24 15:22:00
TvNet / Lusa

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