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Jan 07
A Eritréia acusou ontem os EUA de estar por trás da guerra na Somália, alardeando as suspeitas ventiladas por diplomatas que acreditam que Washington terá dado aprovação tácita à Etiópia para fornecer as tropas que permitiram o regresso do Governo somali a Mogadíscio, após a expulsão, pelas armas, dos muçulmanos da União dos Tribunais Islâmicos (UTI) que controlavam a capital. Washington acusou a Eritréia de fornecer armas e homens à UTI, o que o governo de Asmará negou. "Esta guerra é entre os americanos e o povo somali", disse o ministro da Informação da Eritréia, Ali Abdu, à Reuters. "Forças externas estão a tentar impor a sua influência sobre o povo somali... A questão é o interesse geopolítico das superpotências versus a escolha dos somalis, que que é viver em paz e harmonia como nação soberana".



Precisamente para alcançar tal desiderato, o primeiro-ministro somali, Ali Mohamed Gedi, exigiu ontem o envio para o país, e "com a maior rapidez possível", de uma força de paz mandatada pela União Africana (UA) para repor a ordem, após a debandada das milícias da UTI das principais cidades do país. Segundo o governante, os últimos combatentes islâmicos abandonaram na manhã de ontem a segunda maior cidade do país, Kismayo (a 500 quilómetros ao sul de Mogadíscio), após intensos combates travados anteontem. Na tarde de domingo, as forças somalis e etíopes também tomaram o controlo da cidade de Jilib, que constitui um ponto estratégico de acesso a Kismayo.

Ali Mohamed Gedi revelou ainda que começará hoje o desarmamento em Mogadíscio e avisou que todas as armas deverão ser entregues voluntariamente às autoridades num prazo de três dias, findo o qual será autorizado "recolher qualquer tipo de armamento pela força", disse citado pela AFP, precisando que a entrega de armas abrange também comerciantes e chefes tribais.

As tropas somalis e etíopes conseguiram, em dez dias, reconquistar todas as regiões controladas pelas forças da UTI após a tomada de Mogadíscio em Junho. Operações de captura de terroristas "estão em curso actualmente", e irão abranger toda a região e "especialmente o Quénia, onde estão a chegar", disse Ali Mohamed Gedi.

Elmano Madail
IBRAHIM ELMI / epa
Jornal de Notícias

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