«Morreu uma pessoa e outra ficou ferida», afirmou Abdurahim Adan Weheliye, director-geral do aeroporto de Mogadíscio.
Segundo a mesma fonte, o ataque provocou danos na pista de aterragem e na zona de estacionamento das aeronaves, que foi encerrado.
O aeroporto de Mogadíscio, que estava sem operar há vários anos, foi reabilitado pouco depois das milícias das cortes islâmicas assumirem o controlo da cidade, no início de Junho.
Participaram no bombardeamento dois aviões, um proveniente do norte de Mogadíscio, situada junto ao Oceano Indico, e outro desde o mar.
No domingo, o Governo da Etiópia confirmou, pela primeira vez, que os seus efectivos estavam a combater em quatro pontos diferentes na Somália.
«As nossas Forças de Defesa viram-se obrigadas a entrar em guerra para nos defendermos dos ataques das forças extremistas e anti-etíopes e proteger a nossa soberania», afirmou o primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi.
Especialistas locais calculam que a Etiópia tenha mais de 10 mil soldados dentro da Somália, apoiando o governo de transição somali.
As cortes islâmicas, por seu lado, receberam armamento da Eritreia, que também terá enviado cerca de dois mil homens.
Os milicianos islâmicos da Somália ocuparam em Junho passado Mogadíscio e começaram a estender-se para o centro e sul do país, que vive sem uma autoridade central desde que em 1991 foi derrotado o ditador Mohamed Siad Barré.
A Etiópia teme que o conflito somali atravesse as suas fronteiras e contamine zonas do leste do país, de maioria muçulmana e onde existem sentimentoss eparatistas.
Nos combates de domingo, tanto nos bombardeamentos aéreos como noutras operações, morreram cerca de 80 pessoas, segundo fontes islâmicas, e outras 300 ficaram feridas.
Entretanto, o governo da Somália anunciou o encerramento das fronteiras depois do ataque da Etiópia.
Diário Digital / Lusa
foto: the daily spork