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Dez 06
A al-Qaeda no Iraque anunciou, numa gravação áudio divulgada ontem na Internet, que os Estados Unidos da América (EUA) tentaram negociar com o grupo por intermédio dos sauditas, adiantando que recusava essas negociações. "O gigante (EUA) começou a afundar-se e procura negociar com diversas partes, nomeadamente por intermédio dos seus agentes", disse Abu Omar al-Baghdadi, emir do autoproclamado "Estado Islâmico no Iraque", dominado pela al-Qaeda, nesta gravação, cuja autenticidade não pôde ainda ser comprovada.


Os EUA "transmitiram-nos, por intermédio da família Saud (reinante na Arábia Saudita), os ditadores da península (arábica), o seu desejo de negociar, fingindo ter-se já sentado com todas as partes excepto nós", acrescentou. "Nós dizemos-lhes não negociamos com aqueles que fizeram correr o sangue dos nossos filhos", adiantou.

"Oferta" de retirada

Na mesma mensagem, a al-Qaeda no Iraque propõe aos EUA retirarem as suas tropas do Iraque "em toda a segurança" e dá- lhes "duas semanas" para responderem à sua oferta. "Oferecemo-vos a retirada das vossas tropas em toda a segurança ao longo de um período de um mês e esperamos a vossa resposta dentro de duas semanas", afirmou al-Baghdadi.

"Pedimos ao presidente George W. Bush que aproveite esta oportunidade histórica que deve permitir que as suas tropas retirem em segurança", adiantou.

Entretanto, o novo secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, considerou ontem, no final de uma visita de três dias ao Iraque, que a situação no país é "muito difícil", mas que está a evoluir "no bom sentido". "É uma situação muito difícil (...) mas, baseando-me naquilo que vi e ouvi, tanto por parte dos comandantes norte-americanos como dos iraquianos, creio que as coisas estão a ir no bom sentido", afirmou Gates, no quartel-general do Exército norte-americano, Camp Victory, perto de Bagdade, de onde se ouviam tiros, ao longe.

Gates, que chegou ao Iraque dois dias depois de assumir funções para "aprender tanto quanto possível" sobre a situação no terreno, congratulou-se com o estado de espírito das autoridades iraquianas. Há "entre o Exército iraquiano, o Governo iraquiano e os Estados Unidos (...) um amplo acordo estratégico sobre as melhores decisões a tomar em termos de segurança", afirmou.

O novo secretário da Defesa deverá entregar, este fim-de-semana, as suas impressões e primeiras conclusões ao presidente norte-americano, George W. Bush.


Jornal de Notícias

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