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Dez 06
Muhammad Yunus, o «banqueiro dos pobres», recebeu este domingo o Prémio Nobel da Paz 2006.
 
O economista do Bangladesh foi distinguido em conjunto com a instituição que fundou, o Banco Grameen, por resgatar milhões de pessoas da pobreza através do micro-crédito.
Um trabalho que começou há trinta anos no Bangladesh, mas que hoje já se expandiu a dezenas de países.

O Nobel foi entregue a Yunus, de 66 anos, na Câmara Municipal de Oslo, Noruega, e também à colaboradora Taslima Begum, representante do Banco Grameen. No discurso de aceitação, Muhammad Yunus exortou os líderes mundiais a retomar a luta à pobreza, em vez de desperdiçar dinheiro em guerras como a do Iraque.

Para o décimo asiático a receber o Nobel da Paz, o terrorismo deve ser condenado liminarmente, mas defendeu que os meios militares não servem para derrotá-lo. A audiência norueguesa, incluindo o Rei Harald, a Rainha Sónia, os Príncipes Haakon e Mette-Marit aplaudiram Muhammad Yunus.

O economista do Bangladesh acredita que a pobreza, uma ameaça à Paz, pode ser relegada para os museus. Para o Nobel da Paz 2006, os pobres são pessoas «bonsai»: Yunus não quer com isto dizer que há algo de errado nas sementes dos pobres, mas simplesmente que a sociedade não lhes deu base para crescer. Tudo o que é preciso para tirá-las da pobreza é criar-lhes o ambiente propício, defende Yunus.

Foi por causa do micro-crédito ter retirado milhões de pessoas da pobreza que o Comité do Nobel da Paz deu o prémio a Yunus. Fundado em 1983, o Banco Grameen já opera em dezenas de países, emprestando ínfimas quantias aos mais pobres dos pobres, na esmagadora maioria mulheres.

A representante do Banco Grameen, Taslima Begum, é ela própria um exemplo vivo da espécie de milagre que Muhammad Yunus anda a fazer pelo Bangladesh, e não só. Há mais de vinte anos, Begum era uma pobre que fugiu da miséria por um empréstimo duma vintena de dólares.


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