13
Abr 07
Numa tentativa de realçar a imagem e o nome do Islam no mundo, os peritos do Muslim Aid’s  estão a aplicar o que aprenderam durante as tragédias na Indonésia aos povos das ilhas de  Salomão que sofreram um terramoto de que derivou um tsunami na semana passada.



No dia 2 de Abril, um tsunami matou pelo menos 50 pessoas que foram vítimas de um terramoto forte no Pacífico sul, que teve 8 valores aprox. na escala de Richter. As ilhas que são povoadas por 500.000 pessoas sofreram muitas perdas materiais, já que as casas são construídas com materiais "fracos". De acordo com a BBC, os danos subordinaram-se por volta das 300 casas destruídas na vila de Sasamungga na ilha de Choiseul e muitos corpos foram simplesmente vistos a flutuar no mar.

Akyari Hanonto e Muhammad Farim Wiraseputra chegaram á zona verificando que os povos sofrem grandes carências alimentares mas também e principalmente sofrem de falta de água potável, nesta zona estima-se que hajam 6.000 desalojados.

Hanonto disse á AFP: “Não há nenhuma dúvida de que o Islam possui um problema de imagem em algumas partes do mundo mas nós estamos aqui para mostrar que a nossa fé nos diz para ajudar o irmão, qualquer que seja a sua religião”.

Ambos os peritos do disastre consideram ser esta uma possibilidade de consolidação entre cristãos e muçulmanos, servindo ainda para mostrar que o terrorismo não faz parte do verdadeiro Islam.

Hanonto refere ainda que eles só estão lá para ajudar, não para fazerem ataques terroristas, e que o terrorismo não pertence ao Islam.

Muitos dos habitantes das ilhas fugiram para regiões mais elevadas, com medo que apareça um novo Tsunami, outras bebem água não potável, ágyua suja que escorre nos esgotos.

Wiraseputra avisa que apesar de esta catástrofe apenas ter causado 50 mortos, não deve ser encarada como um pequeno desastre, pois as grandes consequências ainda estão para vir e ainda à muito que fazer

 IslamNet sob fontes inglesas AJP/ Islam Online/ Aljazeera



11
Abr 07

O calendário islâmico é baseado nos meses lunares, que começam quando uma tênue lua nova é percebida no céu ocidental depois do pôr-do-sol, um dia ou dois após a Lua Nova. Por isto, o mês pode  ter 29 ou 30 dias. Existem 12 meses no calendário islâmico, e o ano pode durar 354 ou 355 dias, comparado ao calendário civil (gregoriano),  onde o ano tem 365 ou 366 dias. Portanto, o ano lunar islâmico tem 12 meses lunares e, na média, é mais curto 11 dias do que o ano civil (gregoriano) e se inicia mais cedo em cada ano civil cerca de 11 dias. Os 12 meses do calendário islâmico são:

Os meses do calendário Isslâmico são:

1º Muharram
2º Safar
3º Rabei al-awal
4º Rabi al-thani
5º Yumada al-ula
6º Yumada al-thaniyah
7º Rajab
8º Shabán
9º Ramadán
10º Shawwal
11º Dhul Qhada
12º Dhul Hijjah


No calendário islâmico (Hégira) usa-se normalmente a abreviatura D.H. nas línguas ocidentais, que é derivado do latim "Anno Hegirae", ou mais comumente como "Depois da Hégira", tal como o calendário gregoriano que se utiliza D.C e A.C.

Foi durante a última peregrinação do Mensageiro Mohammad (saw), no ano 10 da Hégira (10° ano de sua migração de Meca para Medina), que foi tomada a decisão de introduzir o calendário islâmico lunar. A palavra Hijrah (Hégira) foi muitas vezes mal interpretada por vários escritores muçulmanos e não muçulmanos. Não significa fuga ou evasão. O termo árabe Hajara quer dizer romper relações ou abandonar sua própria tribo.

Embora o calendário islâmico tenha sido introduzido no ano de 632 da era cristã pelo Mensageiro Mohammad (saw), o início da era islâmica para o cômputo dos anos islâmicos foi considerado e discutido durante o ano de 639, no 4° ano do Califado de Omar, que declarou que o acontecimento mais importante no estabelecimento das raízes do Isão em Medina tinha sido a Hégira (a migração do Mensageiro de Meca), e por isso transformou-se no início da era islâmica, que começou em 622 d.C. A data de início para o Calendário Islâmico foi escolhida (com base nos anos lunares, contando-se para trás) como sendo o primeiro dia do primeiro mês (1° do Muharram) do ano da Hégira. No entanto, o período entre o 1° ano e o 10° da Hégira não seguiu este Calendário Islâmico; em seu lugar prevaleceram as práticas de vários tipos de intercalação que eram seguidas na Arábia daquele tempo. As diversas tribos seguiam diferentes intercalações, assim não havia um calendário uniforme. Por conseguinte, o primeiro dia do Muharram, ano 1 da Hégira, conforme praticado na Arábia correspondia ou a 18 de abril ou 18 de maio de 622 (do calendário juliano). Mas, se quisermos uma data teórica para o início do calendário islâmico (com base nos meses lunares sem intercalação, contando-se para trás), então o primeiro dia do primeiro mês, isto é, 1° do Muharram, do ano 1 da Hégira, corresponde a 16 de julho de 622 d.C.

O primeiro calendário islâmico pelo qual a data do calendário juliano é conhecida de modo exato é o 9° do Dhu al-Hijjah, ano 10 da Hégira, que corresponde a 6 de março de 632 d.C (sexta-feira), quando o Mensageiro Mohammad (saw) fez a sua peregrinação de despedida a Meca.

 

Islamnet / Islamemlinha

 

Na barra lateral pode ver a data de hoje no calendário islâmico e também as orações de hoje.

 

Salams


O Google e o Museu Memorial do Holocausto, dos EUA, lançaram um projecto que consiste num conjunto de mapas online que mostram as atrocidades cometidas na região de Darfur, no oeste do Sudão.

Usando imagens de alta resolução, os utilizadores podem fazer um «zoom» sobre Darfur para ver mais de 1.600 aldeias destruídas, onde já morreram mais de 200 mil pessoas desde 2003.

Os restos de mais de 100 mil casas, escolas, mesquitas e outras estruturas usadas pela milícia janjaweed e pelas forças sudanesas também são visíveis. Contudo, o governo daquele país nega que esteja a ocorrer qualquer genocídio.

Parte das imagens são detalhada pelo Google Earth, o serviço de mapas e fotografias por satélite da empresa norte-americana.

11-04-2007 13:29:27
Diário digital


08
Abr 07

Algo para a tomada de ciência

Dr. Kemel Ayoubi


Deus fez surgir a vida que consiste muito além de um maravilhoso programa inscrito num substrato único com desdobramento e crescimento que faz do germe um organismo e que completa um cenário ambiental na criativa substituição de um ser por outro. Disse Deus no Alcorão:

23_12.gif (1003 bytes)23_13.gif (904 bytes)
23_14.gif (2622 bytes)23_15.gif (855 bytes)
23_16.gif (929 bytes)

" Criamos o ser humano de uma helicóide escorrida que ascende de barro (sulélat). Em seguida, fizemo-lo uma gota que escorre (nutfá) que fixamos em lugar seguro. Então tornamos num prazo menosprezável a menosprezável gota escorrida numa gota fixada (alaká) .E então num prazo menosprezável fizemos da gota fixada uma mórula (múdkhát). E então num prazo menosprezável fizemos da mórula ossos. E então cobrimos os ossos de carne. E então o desenvolvemos, o fizemos crescer, o individualizamos na escuridão (an-xá-néhu) em outra criatura a envelhecer e cujo interior se faz conhecer (khalkán ékharán). Bendito seja Allah criador por excelência. E então após aquilo tudo morrereis indubitavelmente. E então sereis, no Dia da Ressurreição, ressuscitados. [Alcorão 23:12 a 16}.

Deus colocou no ser humano a percepção da existência de Deus (tal qual os demais instintos e sentidos existentes nos indivíduos). Não somente através da revelação de inúmeras éyiét (plural de éyiát = nome dado as frases do Alcorão e que significa provas) como esta, mas fazendo com que este ao existir, também traga consigo facetas da realidade, que quando ao descobrir uma semelhança com o que lhe é apresentado torna-as, subitamente, uma. Disse Deus no Alcorão:

7_172.gif (2831 bytes)

" E de quando teu rab extraiu dos dorsos dos filhos de Adão seus descendentes e os fez testemunhar, (dizendo) : (Não é verdade que sou vosso rab?. Disseram: Sim, testemunhamo-lo. Fizemos isto para que não dissésseis no Dia da Ressurreição: Nós estávamos quanto a isto desatentos". (Alcorão 7:172).

Vê-se portanto da dotação do ser humano de instrumentos para a vivência discernente. Um que lhe é próprio e que faz parte de sua constituição. Outro é assimilado e conscientizado através da revelação (imediata exposição do que Deus deseja que seja realizado na terra ).

A despeito da preparação do homem para a percepção da realidade da existência divina, anteriormente citada no versículo, Deus não deixou nenhuma nação sem ter lhe enviado um mensageiro que lha esclarecesse o din. Disse Deus no Alcorão:

35_24.gif (1549 bytes)

" .... e não houve nação alguma que não tivesse tido um admoestador". (Alcorão 35:24).

Por outro lado, o homem desfruta de uma multitude de individualidades. A individualidade da vida, uma vez que só nesta a individualidade emerge. As variedades de características individuais de cada um. Ser um indivíduo, e ter a responsabilidade individual. Disse Deus no Alcorão:

6_94.gif (3281 bytes)

" E comparecereis ante Nós individualmente, tal como vos criamos da primeira vez." {Alcorão 6:94}.

Esta individualidade, de ser, do ser vivente e em especial o ser humano, implicou numa cobrança individual e intransferível a qual será chamado no iaumu ad-din (Dia da contabilização). Isto se fará em tomando por referência um din (norma). Norma esta que    já seja do conhecimento e da prática de cada indivíduo.

Igualmente o homem foi dotado de uma consciência, que gera nele características de comportamentos diferentes. Disse Deus no Alcorão:

76_3.gif (1054 bytes)

" Nós orientamo-lhe à senda, quer fosse agradecido, quer fosse ingrato". (Alcorão 76:3).

A consciência gera a percepção de escolha. Na realidade, o homem é obrigado a escolher porque está ciente das alternativas. Disse Deus no Alcorão:

18_29.gif (3166 bytes)

" E diz-lhes: A verdade emana de vosso Senhor; assim, pois quem desejar que creia, e quem quiser que descreia. (Alcorão 18:29).

Daí não ser a fé (imén) uma categoria ética. Ela é, antes de mais nada, uma categoria cognitiva ampliada, que leva ao conhecimento e à ação e que se desenvolve e se fundamenta com o conhecimento e a interpretação racional dos mundos. Disse Deus no Alcorão:

47_19.gif (2076 bytes)

" Saiba que não há divindade outra senão Allah e peça perdão das tuas faltas". (Alcorão 47:19).

A opção consciente e a restrição consciente substituem o comportamento reflexo. Nada se sabe ser incompatível com o livre arbítrio considerado como a oportunidade de dirigir suas próprias ações pelo ato de escolher uma de um conjunto de escolhas oferecidas em uma dada circunstância, e à luz de uma expectativa racional.

Obviamente, ao ser humano foram dadas prerrogativas como o ato de pensar, o livre-arbítrio associado a consciência, e a compreensão; condições essenciais para o livre fluxo das idéias e a saúde de entendimento e prática do din de quando Deus ofereceu a custódia (aménah) ao ser humano. Disse Deus no Alcorão:

33_72.gif (2252 bytes)

"Por certo que apresentamos a custódia (o encargo) aos céus, a terra e às montanhas, que se negaram e temeram recebê-la; porém, o homem se encarregou disso. Ele era injusto e ignorante. [Alcorão 33:72].

Com tal aparato, o homem adquiriu o poder de não se submeter as limitações de seu meio ambiente e passou a modela-lo até certo ponto de acordo com seus desejos conscientes. Os valores perceptíveis pelo ser humano, como traço de Deus e associados ao que julgamos ser semelhante ou dissemelhante; coadunam com os valores prescritos por Deus através da revelação que corroboram-nos independente de gostos por assim dizer (históricos), sendo a unicidade um deles por exemplo.

Como auxiliar no exercício da custódio, Deus pôs o homem sobre uma criação, a terra na qual a todo momento Deus recria o mundo e os atos dos que nele estão. A terra foi tornada maleável e subserviente (muçakkárát) a este na qual exerceria a sua vocação, a chamada íbédát, através do exercício da kilefat. Este auxílio consistiu na implantação nesta sua criação da (sunnatu Allah fi khal-kíhi), ou seja Sua lei ou o Padrão de Deus na existência. Disse Deus no Alcorão:

54_49.gif (825 bytes)

"Em verdade, criamos todas as coisas (bi kadár) (reunidas, pegas, sem esforço, num intervalo de tempo, medidas, proporcionais, obedientes, ajuizadas e bem feitas)". [Alcorão 54:49].

E disse em outro lugar no Alcorão:" que é a lei implantada por Deus na sua criação (natureza) e não passível de violação por esta mesma criação sem que a mesma incorra em desarranjo entrópico. Disse Deus no Alcorão:

3_85.gif (1560 bytes)

" E quem quer que almeje outro din que não seja o Islam jamais lhe será aceito e, no final , contar-se-á entre os perdedores, desviados, diminuídos, sem utilidade (kócirín). {Alcorão 3:85].

Numa sociedade ocidental que pratica a divisão de trabalho, há, é claro, funções especializadas por motivos de conveniência. Por comodidade, e só por comodidade, distingue-se a função científica e da alma. A regra em ciência, do ponto de vista ocidental, é não tentar de maneira alguma explicar fenômenos tão complexos. Em ciência, na acepção ocidental, restringe-se de maneira deliberada a atenção a questões cujas respostas possam receber o beneplácito universal. O âmbito da discussão científica, por assim dizer, é determinado por sistemas modelos.

Em árabe e islamicamente falando, a palavra ílm abrange todos os ramos de estudo. Por conseguinte, manter uma intransponível linha divisória é incorrer em grave mal entendido, decorrente unicamente da peculiaridade lingüística de um idioma latino.

Não há divindade senão Deus: Esta assertiva da unicidade de Deus baniu do vocabulário a iconolatria, o dualismo, o trinitrismo, o politeísmo, etc. ... . Estabeleceu a unicidade absoluta de Deus e que a criação e a criatura estão deste lado da linha divisória que divide o transcendente do natural, sendo este não adorável. Estabeleceu, por outro lado, um elo entre a revelação e o ílm sensitivo. Daí o muçulmano dizer:" Lé iukólifu sahihú al-mankúl sarihú al-maakúl, ou seja, não há divergência entre a revelação correta e o racionalmente evidente".

Portanto o ilmu ad-din ( a ciência religiosa, ou melhor, do sistema islamicamente falando), é um modo de descrever a realidade; porém não se confina, por conseguinte, nos limites da observação sem que nada afirme fora do escopo da observação. Nisto o ílm islâmico difere do conceito ocidental de ciência.

Esta visão do ideário muçulmano entre as duas ordens de realidade, somada à tomada de consciência de que o ser humano é um agente privilegiado pelo Criador (kalifát), e de que contrariamente a visão helênica, onde o homem vive desafiando e tomando o que é dos deuses, o muçulmano em dispondo de um mundo que lhe é muçákkár (subserviente) adentrou a história, não num processo mecanicamente orientado no qual a metafísica da História explicando o aquilo que é em termos do aquilo que foi, simplesmente substitui a metafísica da religião.

Este adentro chama-se jihad fi sabili illéh (empenho conforme a normatização de Deus) e deriva da visão da custódia, da vice gerência e do din a ser implementado durante este exercício pleno da adoração. O jihad teve, e continua tendo, grande repercussão na história do mundo, pois a conflagração desta visão faz com que o indivíduo muçulmano arque com as suas responsabilidades, a sua transmissão e o seu melhoramento, tudo pautado no din (daí não arbitrário) e delimitado unicamente pelos preceitos expressos na frase: jihad-un fi sabíli 'lláh, ou seja empenho de acordo com a normatização divina.

Uma vez ciente disto, os muçulmanos passaram a atuar num estágio que consiste num alcance mundial e do qual faz parte toda a nação do Islam, sendo esta a obrigação de todos.

A pax islâmica, uma vez posta em suas mãos, jamais consistiria numa sociedade monolítica onde haveria somente muçulmanos. A pax islâmica jamais implicou numa conversão ao Islam, e sim estar em relação de paz e numa comunidade (ummah) onde as idéias são livres para circular, e o homem é livre para convencer e ser convencido. Disse Deus no Alcorão:

2_256.gif (2486 bytes)

" Não há imposição quanto ao din, porque já se destacou a verdade matura do erro. Quem renegar at-tóñ-gút (a tirania) e crer em Deus, ter-se-á apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo (úrwatún uískó), e Deus é Oniouvinte, Sapientíssimo. {Alcorão 2:256}.

A soteriologia islâmica é diametralmente oposta a cristã, uma vez que o termo salvação não possui equivalente no vocabulário islâmico. O homem inicia sua vida, intacto começando do ponto zero, sem pecado original e ele tem a revelação e o seu aparato racional pronto para uso, assim como o mundo o está para recebe-lo na sua atuação (o mundo lhe é subserviente). A gratificação do ser humano está no faléh (êxito), que consiste na realização dos imperativos divinos. O mandamento divino é justo, isto é, nem favorável nem desfavorável 'as suas criaturas, inclusive aos próprios muçulmanos.(Allahu lé uehébi ahadán min khalquihí). Disse Deus no Alcorão:

3_182.gif (1212 bytes)

" ... e Deus não é injusto para com os servos". [Alcorão 3:182].

Para conhecer a determinação divina, o ser humano recebeu a revelação vinda de Deus. Como esta foi corrompida, pervertida ou esquecida, Deus repetiu esta performance no decorrer do tempo cronológico. Daí, todas as revelações concordarem nos princípios, apesar de diferirem em abrangência de um Mensageiro para o seguinte. O din revelado faz nos crer numa ordem do mundo, ou melhor, que este pode também ser ordenado por arranjo humano. O método do arranjo pode consistir em identificar as coisas por grupos , não de coisas idênticas, mas de coisas que parecem sê-lo ou se comportam identicamente, digo isto porque não se realiza a atividade de ordenação ficando-se inerte. Relata o Alcorão nos termos seguintes o preparo e a dotação de raciocínio empírico do destinado a ser kalífát (vice gerente) da terra. Nota-se que este preparo foi feito numa vivência educacional baseada em tentativas e erros. Disse Deus no Alcorão:

"E de quando teu rab {(Condutor político), Senhor, Educador, Ajuizador, (Agente do desenvolvimento), Edificador, Aglutinador, Melhorador} disse aos anjos: Vou instituir um kalífát na terra. Disseram-Lhe: Estabelecerás nela quem ali fará corrupção e derramará sangue enquanto nós celebramos Teus louvores e O glorificamos?. Disse: Eu sei o que vós ignorais. E ensinou a Adão os nomes todos, e depois apresentou-os aos anjos e lhes falou: Nomeai-os para Mim se sois verazes. Disseram: Glorificado sejas. Não possuímos conhecimento, além do que Tu nos proporcionaste, somente Tu és Prudente, Sapientíssimo. Ele ordenou: Ó Adão, informa-lhes seus nomes. E quando ele lhes informou seus nomes, asseverou (Deus): Não vos disse que conheço o incognoscível dos céus e da terra, assim como o que manifestais e o que ocultais. E quando dissemos aos anjos: Prostrai-vos ante Adão, todos se prostraram, exceto lúcifer que se negou e ensoberbeceu-se e incluiu-se entre os encobridores. E dissemos: Ó Adão, habita com tua mistura-companheira (zauj) o paraíso e desfrutai dele com a prodigalidade que vos aprouver; e não vos aproximeis desta árvore que sereis dentre os injustos. Todavia, satã os seduziu a ambos, fazendo com que ambos saíssem do que nele se encontravam. Então dissemos: Descei todos dele (paraíso). Sereis inimigos uns dos outros, e, tereis na terra permanência e gozo transitório. Então talakkó (bateu no olho, pôr por terra, informou instruindo , trocou argumentos) Adão de seu din palavras e Ele o perdoou. Ele é o Remissório, o Misericordiosíssimo. E dissemos : Descei todos dele (paraíso). Logo vos chegará de Mim orientação. Aqueles que seguirem a Minha orientação não há porque temer por eles e não serão tristes.{Alcorão 2:30 a 38}

Por oferecer o din parâmetros para a vida, é, portanto, matéria de apreciação e de estudo tanto pelo, por assim dizer, leigo como pelo, por assim dizer, especialista. Disse Deus no Alcorão:

9_122.gif (2732 bytes)

" ... deve permanecer uma parte de cada coletividade para instruir-se no din... {Alcorão 9:122}. Disse também:

2_143.gif (4387 bytes)

" E, deste modo constituímo-vos (ó submissos) em uma nação uáçatán, para que sejais xuhadá-a (informantes da notícia decisiva) à humanidade, assim como o Mensageiro o será para vós". {Alcorão 2:143}.

Acontece que muitas pessoas se convencem de que são incapazes de perceber assuntos outros que não os do seu círculo. Tal convicção dá-lhes um sentimento de proteção e resguardo e, é claro, evita-lhes problemas. Aquele que tem cabeça para qualquer coisa pode estar certo que não terá sofrido a usual asfixia do ensino rotineiro e a lavagem cerebral dos meios de comunicação.

O uso pelo Islam de um sistema mais racional das coisas permite o debate mais exaustivo das coisas e em todos os seus pormenores, pois lé háyé-a fi ad-din (não há por que se envergonhar ao questionar sobre o din) Este questionamento é pré-requisito para o maior alcance do próprio Islam. Nunca é tarde lembrar que Islam é o termo usado para designar a revelação de Deus na qual esclarece o Seu din. É também designativo da ação do muçulmano de quando age segundo a revelação. Esta segunda modalidade é desenvolvida no dia a dia, e sujeita a imperfeições corrigidas dentro da dotação humana a luz do primeiro sentido da palavra. O ílm islâmico desenvolvido à luz do exposto, liberta-se das abstrações e pauta-se na observação dos fatos e o mundo será aí compreendido não propriamente como um conjunto de fenômenos e sim como um conjunto de observações ordenadas que possuem uma relação, de tal modo que indicam o que delas se pode esperar no futuro. Disse Deus no Alcorão:

" Certamente fez-se ocorrer antes de vós a lei de Deus na existência; percorrei, pois, a terra e observai as decorrências disto nos desmentidores". {Alcorão 3:137}.

E disse também:

84_6.gif (1150 bytes)

" Ó humano, tu estás quédihun (esforçando-se numa direção de sentido único) até ter com o seu rab, e o encontrarás." {Alcorão 84:6}

Para encerrar, tomemos um exemplo bem claro, e sem mistérios ou parábolas, de concepções da física contidas no Alcorão. Sabe-se, por exemplo, que uma corrente de gás saída de um tubo onde pode-se distinguir sem olhar para o tubo a parte do gás mais distanciada do tubo, ou seja, a que saiu primeiro. Esta é agora mais desordenada e perdeu a direção imposta pelo fluxo através do tubo. Assim a passagem do tempo no universo é assinalada por um estado crescente de desordem física e divagação. Esta é a 2ª lei da termodinâmica. Disse Deus no Alcorão:

" Pelo que resta, pelo que é extraído no decorrer do tempo (ual-ásr). O ser humano está em subtração (khúsr). Salvo os que acreditaram, os que preservaram a custódia (creram) e que continuamente fizeram as ações que consertam e que estreitaram e ligaram as soluções de continuidade (ta-ué-sau) do devidamente justo-verídico (hák) e que estreitaram e ligaram as soluções de continuidade com a perseverança". {Alcorão 103).

Das éyiét (plural de éyiát = nome dado às frases do Alcorão e que significa provas) acima entende-se: ser o futuro nunca previsível para qualquer elemento da criação, e em especial para o ser humano. Esta imprevisibilidade decorre de não poder se ter plena certeza acerca do presente. Pode-se conceber certa incerteza, certo âmbito de alternativas, certa margem, certa tolerância, mas não se pode conceber a posição da criatura e o seu decurso ao mesmo tempo. Entende-se que a criação sofre no decorrer do tempo uma perda, digamos, da energia do sistema e que esta só é mantida continuamente mediante o aporte ao sistema de nova, digamos, energia. Que a aceitação do aporte só o é se feito de acordo com as vias e a forma, digamos, da energia em falta. Que o controle de manutenção do sistema pode se fazer mediante a retroalimentação que no caso é do tipo positivo ou seja mediante o aporte de nova energia ao sistema e que se faz através do tauáci.

Não há, sem dúvida alguma, qualquer sistema de moralidade que não atribua valor à verdade e ao conhecimento, e acima de tudo, a um autoconhecimento consciente. Portanto é pelo menos estranho que, por parte das pessoas que nas suas vidas alegam ter alta estima pela verdade, apresentem aversão ao Islam, porque, não importa o que se possa imputar ao Islam, não se pode negar que este tem em última instância um único critério: o de ser verdadeiro, se é que há algum sistema que possa reivindicar a mais fanática consideração pela verdade do que ele. Disse Deus no Alcorão:

6_104.gif (1782 bytes)

"Já vos chegaram as evidências de vosso Rab. Quem as observar será em benefício próprio; quem se obstinar em negá-las será igualmente em prejuízo, e eu não sou vosso guardião." (Alcorão 6:104).


07
Abr 07
Conceitos Básicos

A palavra Islam significa submissão e obediência voluntária a Deus no qu'Ele prescreveu e coibiu, através da revelação. Significa igualmente paz, que só é encontrada mediante a submissão e obediência voluntária a Deus. Disse o Altíssimo no Alcorão: "Não há imposição quanto ao din" [Alcorão 2:256]

Como os Mensageiros de Deus foram, dentre as pessoas, os que mais se submeteram a Deus, foram portanto os primeiros dos muçulmanos.

O Islam é a religião, ou melhor é o din de todos os enviados de Deus desde o primeiro deles (Adão: enviado para a sua descendência próxima) até o derradeiro enviado (Maomé ou melhor Muhammad). Deus afirma isto no Seu livro revelado (Alcorão). Disse Ele nas palavras de Jacob a seus filhos:

2_133.gif (2678 bytes)

"Não estáveis presentes (testemunhando) quando a Jacob se apresentou a morte, que então disse a seus filhos: Que adorareis após mim? Disseram-lhe: Adoraremos o teu deus e o deus de teus pais: Abraão, e Ismael e Isaac, o Deus Único, e a Ele nós somos muçulmanos (submissos) [Alcorão 2:133].

Disse Ele nas palavras de Jesus e de seus discípulos:

3_52.gif (2422 bytes)

" E quando lhes sentiu Jesus o encobrimento, disse: Quem são meus apoiadores até Deus?. Disseram os discípulos: Nós somos os apoiadores de Deus, cremos em Deus, e testemunha que somos muçulmanos (submissos)." [Alcorão 3:52].

A palavra din significa:

A subjugação e supremacia a quem tem um poder maior - Deus.
A obediência, a adoração e a servidão de quem é subjugado - as criaturas.
As delimitações, as leis, o método e a maneira a serem seguidos - o Islam.
A contabilização, a jurisprudência, a punição e a recompensa - a Justiça de Deus.
A governança e a autoridade superior - Autoridade de quem criou, Deus.

3_26.gif (2409 bytes)

" Dize: Ó Deus, Soberano / Proprietário do poder de ação! Tu concedes o poder de ação a quem Te apraz e retiras o poder de ação de quem te apraz; exaltas a quem queres e humilhas a quem queres. Em Tua mão está todo o Bem. Tu és Onipotente." [Alcorão 3:26].

"Disse Deus no Alcorão:

40_26.gif (2069 bytes) 

" E disse o Faraó: Deixai-me matar Moisés, e que invoque a seu rab. Temo que troque vosso din ou que faça surgir na terra a corrupção". [Alcorão ('gófir) 40:26].

Não há dúvida que a palavra din não significa aqui, nem em outras éyiét ( plural de éyiát = nome dado as frases do Alcorão e que significa provas) do Alcorão, simplesmente religião. Significa sim o governo e o sistema também. O Faraó temia, e o declarava, o êxito de Moisés na sua conclamação. Pois o governo e o sistema baseado na governança do Faraó, nas leis e costumes vigentes seriam arrancados pelas raízes. Aí, então, viria um sistema baseado em fundamentos totalmente diferentes ou reinaria a desordem ao ver do Faraó.

O significado da palavra din é, portanto, em todos as éyiét do Alcorão não outro senão o sistema completo para a vida e que abrange todas as suas diversidades.


06
Abr 07
clica aqui

Por Dr. Jamal Badawi

 

"Aqueles que seguem o Apóstolo, o Profeta iletrado, a quem
eles acham mencionado em sua Tora e no Evangelho..."
(Alcorão 7:157)

 

1. AS PROFECIAS BÍBLICAS SOBRE O ADVENTO DE MOHAMMAD

Abraão é amplamente respeitado como o Patriarca do monoteísmo e o pai comum de judeus, cristãos e muçulmanos. Através de seu segundo filho, Isaac, vieram todos os profetas, inclusive os mais proeminentes, como Jacó, José, Moisés, Davi, Salomão e Jesus. Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre todos eles. O advento desses grandes profetas foi um cumprimento parcial das promessas de Deus, de abençoar as nações da terra através dos descendentes de Abrão (Gênesis 12:2.3). Este fato é sinceramente aceito pelos muçulmanos, cuja fé considera a crença e o respeito a todos os profetas um artigo de fé.



03
Abr 07


Milan Rados, Professor da Universidade do Porto

Na Primavera de 1999, a OTAN castigou severamente a Sérvia. A razão deste ataque, sem cobertura da ONU, foi, segundo a Aliança Atlântica, uma catástrofe humanitária que estava a decorrer neste lugar remoto da península balcânica. O povo maioritário, os sérvios, estava a massacrar o povo minoritário, os albaneses. Depois de três meses de bombardeamentos, o regime de Milosevic rendeu-se, e as tropas da OTAN entraram no Kosovo. Foi posteriormente adoptada a resolução da ONU que legalizou a ocupação temporária, mas o território continuou a pertencer juridicamente ao Estado sérvio. Um tribunal da ONU julga os acusados pela catástrofe humanitária. O nome legal para tal catástrofe é genocídio. Muitos já foram condenados pelos diversos crimes de guerra, mas o genocídio no Kosovo não foi confirmado.

A situação presente na região, a segurança dada pela OTAN e paga pela UE, não pode durar eternamente. Por isso, o medidor da ONU, Martti Ahtisaari, ofereceu um plano que prevê independência controlada do Kosovo. A sua proposta coincide com a posição da maior potência do mundo. Os norte-americanos agradecem e apoiam, mas a situação está complicada. Os EUA, a França e o Reino Unido vão apoiar, no Conselho da Segurança, a proposta de Ahtisaari. A Rússia ameaça vetar. A China, embora discretamente, pensa fazer o mesmo. A UE, oficialmente unida, continua realmente dividida entre a velha Europa, que quer ser independente perante os EUA, e a nova Europa, que se alia fortemente com a política externa norte-americana.

Não havendo uma solução na ONU, em que ponto estamos?

Temos uma alta tensão entre a Sérvia e os seus vizinhos, entre a Grécia e os seus vizinhos, entre a Albânia e os seus vizinhos… Se a Rússia apoiar a Sérvia, o que parece garantido, também teremos uma grave crise internacional. Para evitar maiores complicações, os EUA ofereceram à Sérvia a entrada na OTAN e na UE. Claro, se for aceite o plano proposto. Nas eleições realizadas há pouco tempo, os sérvios responderam positivamente. Mais de dois terços votaram nos partidos que ofereceram a perspectiva ocidental. Os sérvios querem viver na UE. Disso já não há dúvidas. Mas, os mesmos sérvios rejeitaram em uníssono a oferta de Ahtisaari. O Kosovo continua a ser algo importante para eles.

As negociações entre a Rússia e os aliados ocidentais não correm bem. A segunda maior potência militar criticou fortemente a política unilateral dos EUA, querendo um papel mais importante nas relações internacionais e, aparentemente, tem trunfos para isso. Enquanto os americanos têm problemas no Afeganistão, no Iraque, no Irão, na Síria, na Somália, na Coreia do Norte… a Putin as coisas não correm mal. Recentes acontecimentos, como são sanções muito limitadas contra o Irão, estão a indicar que as forças das grandes potências estão equilibradas em maior grau do que estiveram no fim da Guerra Fria. Dessa maneira, aumenta a previsibilidade mútua das suas acções; isto traz mais estabilidade às suas relações. Mais estabilidade inspira mais confiança. Esta promete períodos mais largos de paz. Aliás, o sistema internacional multipolar é sempre mais favorável à paz e ao progresso do que qualquer unilateralismo.

Os Balcãs eram e são um barril de pólvora. Já incendiaram um conflito generalizado, o da Primeira Guerra Mundial. Neste momento, os diplomatas estão a jogar. Só as negociações podem conduzir a bom porto.

As imposições sairão sempre, no fim, muito caras.

Jornal de Notícias

  Abu Nasr MuhammadIbn Al Farakh Al Farabi

 

 Al Farabi

 

Al Farabi.gif (26961 bytes)

Al Farabi foi o maior filosofo muçulmano antes de Avicena, escreveu um tratado de alta espiritualidade e nobre sentimento intitulado ''A Cidade Modelo'', partindo do princípio platônico de que o homem foi feito para viver em sociedade, Al Farabi chegou a conclusão que o Estado perfeitamente organizado deve cobrir todo o mundo habitado e compreender toda a humanidade.

Abu Nasr Muhammad Ibn Al Farakh Al Farabi nasceu em uma pequena vila chamada Wasij, próximo a Farab no Turkistão em 259 Hégira (870 ). Seus pais eram originalmente da Pérsia, mas seus antepassados tinham emigrado para o Turkistão, ficou conhecido como Al Phrarabius na Europa, Al Farabi era o filho de um general, concluiu seus estudos nas cidades de Farab e Bukhara, mais tarde foi para Bagdá para estudos mais elevados, onde estudou e trabalhou por muito tempo de 901 à 942.

Durante este período aprendeu diversas línguas e várias ramos do conhecimento e da tecnologia, foi contemporâneo do califado Abássida, como filósofo e cientista, adquiriu grandes conhecimentos no ramo da aprendizagem, ficou conhecido por ser um perito em línguas de outros povos.

Al Farabi viajou por muitas terras distantes e estudou por algum tempo em Damasco e no Egito, mas voltou novamente a Bagdá, até que visitou a corte do rei Saif al-Daula's em Halab (Allepo).

Transformou-se um dos companheiros do rei, e foi em Halab que sua fama se espalhou por toda a parte, tornou-se um grande um Qadi (juiz), mais tarde fez da arte de ensinar, a sua profissão, morreu em Damasco em 339 Hégira 950, com a idade de 80 anos.

Al Farabi mostrou uma competência notável no conhecimento de diversas línguas, a sua maior contribuição está na lógica, na filosofia, e na sociologia, além disso, contribuiu imensamente com à matemática, ciência, medicina e a música.

Era também um Enciclopedista, outra grande contribuição de Al Farabi na lógica foi o estudo da lógica sistemática dividindo o assunto em duas categorias: Takhayyul (idéia) e Thubut (prova).

Tentou reconciliar o Platonismo e Aristotelismo com a teologia e escreveu comentários sobre a física, lógica e meteorologia, Al Farabi era da a opinião que a filosofia e o Islam estão em harmonia.

Provou a existência do vácuo e esta também foi uma grande contribuição sua à física, no seu livro Kitab al-Ihsa al-'Ulum apresenta princípios e a classificações fundamentais das ciências.

Al Farabi escreveu diversos livros no ramo da sociologia, o mais famoso deles é o livro intitulado Ara Ahl al-Madina al-Fadila (a cidade modelo), foi uma contribuição significativa a sociologia e à ciência política.

Escreveu também livros sobre metafísica e psicologia, era um perito na música, contribuía com as notas musicais e inventava diversos instrumentos musicais, seu livro na música, intitulado Kitab al-Musiqa, é bem conhecido.

Al Farabi escreveu um grande número livros em diversos campos da ciência, foram 117 destes;

  • 43 são do ramo da lógica;
  • 7 sobre a ciência e a ética política;
  • 11 sobre metafísica;
  • 28 sobre medicina, sociologia, música e comentários.

O livro Fusus al-Hikam de Al Farabi foi usado como um livro de filosofia por diversos séculos na Europa, exerceu uma grande influência na ciência e na filosofia por diversos séculos.

Fonte: islam.org.br


Parte I

Preliminares

O Islam é, por assim dizer, a religião mais mal compreendida no Ocidente. As razões de tal incompreensão são muito variadas. Cita-se entre elas o longo confronto do cristianismo com ele. Esta longa história de confronto e conflito, contribuiu para a colocação do Islam longe do interesse de muitos, mediante a alegação de que este é antagônico e prejudicial ao Ocidente.

As perplexidades perante o Islam são precisamente as mesmas, para qualquer pessoa inteligente que tente se pôr em dia em relação ao Islam. Como é possível acessar o Islam,   se a todo instante somos confrontados, propositadamente, com manchetes e vocabulário reduzido com ressábios de reminiscências dos preconceitos respingados através dos acontecimentos da história e que cifram-no numa linguagem estranha para os não muçulmanos? Para estes, o Islam não é outro senão um conjunto arbitrário de infringências levadas a cabo por uma raça de habitantes do deserto.

O Islam é tampouco o resultado de uma cultura com estilo próprio, uma vez que toda cultura tem uma ideologia, ou melhor  um apimentado com uma certa dose de cientifismo, astrologia, naturalismo, empirismo e esoterismo, além de uma ideologia sócio-política.

O Islam não é, portanto, uma ideologia, e a afirmação contrária leva a absurdos, uma vez que as ideologias são culturalmente retrógradas e politicamente inoperantes, quando não restritivas.

Do afirmado vamos tomando consciência de que o Islam é um din com significado e estilo próprios.

Dr. Kemel Ayoubi


Abril 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
12
14

15
16
19
21

22
25
26
27

29


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
pesquisar
 
blogs SAPO