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Mar 08
Salams

Todos nós podemos ter a certeza que o islão cresce na Europa neste últimos tempos de uma forma bastante rápida, como antes não acontecia. Isto deve-se principalmente à democracia mas também porque muitos dos que partem nos dias de hoje sabem que nesses países irão encontrar outros muçulmanos e mesquitas e poderão conviver com pessoas da mesma religião, para além do factor económico que se revela o mais importante, já que os imigrantes muçulmanos que estão na Europa vêm em maioria de países como o Paquistão, Índia, Egipto, Marrocos, países onde existem grandes desequilíbrios entre pobres e ricos e onde não há uma classe média. Sabendo que na Europa poderão encontrar melhores condições de vida, partem à procura desse sonho, será o "Sonho Europa"? Esperemos que a Europa seja um sonho mesmo. Eu pelo menos adoro a minha vida neste continente e neste país bastante acolhedor que é  Portugal!

Recentemente, ouvimos a notícia de que alguns chocolates iriam passar a ter gordura animal, gordura esta que os muçulmanos não podem comer. Não estamos a falar de marcas de chocolate desconhecidas, falamos de marcas como a Mars e Twix se bem me lembro. Tudo isto gerou muitas petições pela internet que foram assinadas também por mim, e eram petições já com elevado número de aderentes, entre 70.000 a 100.000.

A marca anulou de imediato a decisão da adição deste ingrediente, depois de, talvez, repararem que havia uma grande maioria de consumidores que era muçulmana e que se podia de um momento para o outro perder quota no mercado. Como vêm, já estamos a entrar no tema dos produtos halal e do mercado económico.

O que será que está "errado" ou é mal entendido nestes negócios da venda de produtos com o carimbo halal? O preço. Digo isto, porque quando vêmos um simples pacote de bolachas num supermercado e reparamos que tem gordura animal e temos outro que é puramente halal e que possui esse símbolo, o segundo é mais caro. E é mais caro porque está especializado para um nicho de mercado e existe margem de manobra quanto aos preços, já que muçulmanos que antes adoravam p.e. bolachas da marca Maria irão passar a comprar a marca halal se houver então duas versões à venda.

Por outro lado, os grandes hipermercados começam a olhar para este mercado dos produtos halal e não havendo produção halal em países europeus, passam a importar esses produtos, ficando estes com um preço acrescido depois de tal acção. Outros hipermercados passam também a ter produção halal própria, pois sabem que se um muçulmano vê algo que é Halal, ele vê 2 vezes e a probabilidade de comprar é maior.

Ou seja, e em suma, a questão do ser halal e do comprar halal passam a ser um tema bastante importante em termos económicos gerando grande especulação e luta entre as diversas empresas pela exclusividade. O símbolo Halal passa a ser um símbolo de referência em todos os produtos.

Em termos pessoais, eu acho que a Espanha está muito mais avançada em aspectos de produção e comercialização de produtos halal, ou simplesmente na inclusão desta marca. Os produtos portugueses ainda não tiveram se calhar a noção do nicho e do mercado que poderiam estar a aproveitar.

Nós muçulmanos, nunca vamos mudar os nossos hábitos em relação à comida, tem que ser halal e ponto final.

Interessante. E verdade que Portugal nao tem muitos produtos Halaal.
Mas a verdade e que nao ha grande percentagem de consumidor muculmano. Quando comparamos o numero de muculmanos a viver em Portugal com o dos na Africa do Sul, e uma diferenca assustadora. Ha mais de 2,5 milhoes de muculmanos em Africa do Sul, e e rara a marca que nao e Halaal, em qualquer estabilecimento ha um sinal de Halaal, seja em arabe ou ingles, ate os nao-crentes percebem o que e. Inshallah um dia, o mesmo sera no resto do mundo.

Salams
Meraj Chhaya a 15 de Março de 2008 às 20:43

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