23
Fev 08

Eu gostaria de acreditar que a maioria dos muçulmanos não acredita facilmente na má sorte, desde coisas como partir espelhos ou possuir guarda-chuvas abertos dentro de casa, mas novamente eu oiço irmãos e irmãs a dizerem comentários como: “Boa sorte para o teu exame” ou “ Vejo que trouxeste chuva contigo para Lisboa”, ou até mesmo “Tu deves usar a mesma t-shirt que usaste da outra vez, porque nessa altura fechámos o negócio”.

 

Eu simplesmente não percebo isto, será que não aprendermos alguma coisa do tempo da ignorância (jaa-hileeyah)?

 

Voltando a esses dias, a superstição constituía a parte integral do sistema de crença dos Pagãos. Antes da existência do Islam, os árabes viviam a sua vida pela superstição. Essas crenças regulamentavam toda a vida, social, económica e política.

A superstição criou um misterioso sistema de avaliação de assuntos que provocou o medo, a inimizade e suspeita. Isto separou o homem do pensamento racional e toda a culpa de dor, acidente ou calamidade era a dada a uma força do Diabo que tinha como objectivo destruir as vidas dos homens. A situação foi ainda mais agravada pelos chamados “médicos espirituais” que exploravam as massas e ganhavam bastante com esse género de negócio, pois diziam que exorcizavam as forças do mal. Mesmo hoje existem pessoas que afirmam saberem o futuro e tentam impressionar as multidões com os seus truques, melhor dizendo com os seus “poderes divinos”.

 

 

Acreditar em qualquer tipo de superstição é um sinal de fraqueza do Imaan (da crença na ajuda de Allah), de desconfiança perante o Mensageiro de Allah e de “criação” de outros deuses para além de Allah (shirk).

 

O Sagrado Alcorão expõe: “Nada de mal pode acontecer na terra ou afligir as vossas almas, mas está escrito num Livro antes mesmo de o trazermos à existência; é muitíssimo fácil para Allah”.

 

O desastre e a desventura têm espaço de acordo com a vontade e o plano de Allah. Nenhuma outra força ou poder pode afectar o destino ou causar feridas a ti excepto com a permissão de Allah.

 

É interessante observar algumas superstições que continuam a existir até aos dias de hoje:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os Adivinhos/Videntes

 

 

 

Eles são com certeza impostores que dizem prever o futuro através do contacto com “espíritos”.

 

O sagrado alcorão rejeita a noção de que qualquer pessoa possa saber o futuro no seguinte verso: Ninguém nos céus e na terra sabe o que ainda não aconteceu excepto Allah”.

 

O Sagrado alcorão expõe: “ Se Eu tivesse conhecimento do oculto Eu deveria ter apenas tudo de bom e nenhum “espírito” malvado poderia atacar-me”.

 

 

Horóscopos e Astrologia

 

Os Árabes Pagãos usavam 3 setas para saberem como deveriam actuar num assunto. As palavras “O Meu Senhor ordenou-me” estavam escritas numa seta; “O Meu Senhor proibiu-me” estava escrito na segunda, enquanto a terceira seta estava a branco. Se eles planeavam uma viagem, um casamento ou uma guerra contra o inimigo, etc. e eles iam ao templo e desenhavam uma outra seta. Se o desenho da seta tivesse uma inscrição positiva eles continuariam com os seus planos. A inscrição negativa significava o contrário, ou seja que eles deveriam abortar os seus planos. A inscrição a branco significava um repetimento do processo até que calhasse uma directiva clara. Esta prática é similar aos horóscopos diários modernos, astrologia, leitura das palmas da mão e outras práticas parecidas. O Islão proíbe todas as práticas deste género e considera as mesmas pecaminosas.

 

O Sagrado Alcorão expõe:”E (também proibido) é prever o futuro por meios de adivinhação de setas, para esses só existe a impiedade”.

 

O nosso Nabi Muhammad S.A.W. disse: “Se alguém adquire algum conhecimento de astrologia, ele adquire um conhecimento na magia (totalmente proibida no islão) ”.

 

Ele disse também: “Um astrólogo é um adivinho, um adivinho é um mágico e um mágico é um descrente”.

 

Noutra citação: “Quem quer que seja que vá a um adivinho e acreditar naquilo que ele disse nega tudo o que foi revelado pelo Profeta”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Presságios e Encantamentos

 

A mesma proibição aplica-se aos encantamentos, às pérolas e aos amuletos, na crença de que eles possam proteger quem os usa dos espíritos do mal, da má sorte e do mau-olhado.

 

O Sagrado Alcorão expõe: “Que Allah não aceite as esperanças daquele que usa “amuletos”, que Allah não proteja não proteja aquele que atira as conchas”(Ahmed)

 

Abdullah Bin Masûd (RA) viu uma vez a sua mulher usando um colar de nós no pescoço. Ele encarregou-se então de cortá-lo e disse: “ A família de Abdullah não associa nada nem ninguém a Allah ou a quem não tenha sido dada autoridade para tal”. Ele disse ainda: “ Eu ouvi o Mensageiro de Allah a dizer: “Encantamentos, amuletos e bruxarias são shirk”.

 

Criar presságios de gatos pretos, do número 13, de uma mulher grávida, etc, não é mais do que a vã superstição. Os descrentes frequentemente atacavam o profeta dizendo “Realmente nos tememos um mau presságio de ti”, os Mensageiros iriam replicar: “ O teu temor dos maus presságios é com vocês”.

 

Nabi Muhammad S.A.W. disse: “ Ninguém está livre de 3 coisas, superstição, procura de presságios do mal e inveja. Então, se tu és supersticioso, não a persigas, se tu temes os maus presságios, não vires as costas, segue em frente, se tu és invejoso não transgridas as normas.(Tabraani)

 

Magia – Feitiços – Jadu

 

A prática de magia releva o seu praticamente à posição de kufr no Islão. Tal como é haram para os muçulmanos a consulta de adivinhos e videntes, é igualmente haram para eles a procura da ajuda dos mágicos, ou bruxos.

 

Uma narração expõe: “O alcoólico, o que acredita na magia e aquele que rompe os laços de parentesco não entraram no Paraíso”. (Ibn Hibban).

 

Hazrat Umar Abdul Aziz narra: “Eu aconselho a vocês que tenham a piedade e tenham medo de Allah, que mantenham uma vida equilibrada no caminho de Allah e seguindo os sunnats do Rassululah. Eu também vos condeno a inovação e aviso-vos que se livrem dos inovadores” (Abu Dawood).

 

O islão não é uma religião baseada num dogma supersticioso. Atribuir todas as desgraças, calamidades e dores aos espíritos maus é ser descrente. Nós ultimamente tornamo-nos vítimas da superstição. Tornámo-nos cegos à nossa própria fraqueza e atribuímos tudo o que nos acontece a forças exteriores.

 

Que Allah limpe os nossos corações das superstições e que ele nos garanta a abilidade de associar nada a Allah. Inshallah.


 

Artigo por IslamNET.eu


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