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Nov 07
Salams,

Esta é a face do islão que não compreendo. Só serve para denegrir mais o nome desta religião

No islamnet.eu mostramos o melhor do islão, mas também as partes menos boas.

Acho totalmente injusto que se condene esta mulher. Tirem as vossas próprias conclusões após a leitura da notícia.

Notícia do Diário de Notícias



Chicotadas, multa e/ou prisão, à vontade do juiz. Esta a pena a que a professora britânica Gillian Gibbons arrisca por ter autorizado, durante as aulas, que fosse dado o nome de Maomé a um inocente ursinho de peluche. "Maomé, o Urso" valeu-lhe ser acusada em Cartum, Sudão, por insulto ao Islamismo e sedição (incitação ao ódio racial).

"Blasfema", esta súbdita de Isabel II, oriunda de Liverpool, pode, pois, aos 54 anos, receber 40 vergastadas em público, como é costume no país. Outra hipótese é passar seis meses na prisão para purgar o "pecado".

Em causa está o artigo n.º 125 do Código Penal sudanês, mas também uma bicuda questão diplomática, que, desde domingo, dia da detenção, tem mobilizado o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico: ainda ontem, convocou com "urgência" o embaixador do Sudão em Londres.

Professora numa escola selecta - particular -, Gillian ministrava uma aula sobre animais a alunos de seis e sete anos quando se lembrou de autorizar os alunos a darem um nome ao urso. Errou. As crianças acabaram por relatar aos pais o episódio, ocorrido em Setembro, e o resultado, já se viu, é este.

Recém-chegada ao Sudão, a professora estava longe de imaginar as repercussões desta "tempestade num copo de água", como tentou minimizar, na segunda-feira, a Embaixada do Sudão em Londres. Um golpe de clarividência que a distância geográfica justificará.

Sem pernas para andar, aquela menorização dos acontecimentos ficou-se por ali. As autoridades decidiram encerrar o estabelecimento de ensino até Janeiro e o vice-ministro da Justiça sudanês, Abdel Daim Zamrawi, resolveu ser ele próprio a anunciar a acusação contra Gillian.

Num país onde religião é lei, onde se proíbe, como nos restantes de maioria islâmica, qualquer representação do Profeta, a professora primária afrontou os clérigos de topo, que, inclementes, recusam abrir excepções e defendem a aplicação de todos os castigos, acusando-a de fazer parte de uma espécie de cabala do Ocidente contra o Islão.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, já disse de sua justiça, revelando-se , em testemunho escrito, "surpreendido e desapontado". Por escrito, também, "falou" o secretário-geral do Conselho de Muçulmanos do Reino Unido, Muhammad Abdul Bari: "Esta é uma lamentável decisão, que desafia o senso comum. Não havia claramente qualquer intenção da parte da professora de insultar deliberadamente a fé islâmica." Bari pediu a libertação imediata da cidadã britânica, que, desde Agosto, dava aulas a meninos ricos, filhos de sudaneses opulentos e de estrangeiros idem, após ocupar o cargo de vice-directora de uma escola primária em Liverpool.

Os media britânicos, que já se referem ao assunto como "o caso do urso de peluche", têm-lhe dado uma atenção constante.

Resta esperar, tendo, para já, como ponto de comparação o facto de a justiça sudanesa ter, também ontem, poupado à pena de morte, por enforcamento, dois homens que violaram e mataram uma menina de quatro anos. Já estava tudo a ser tratado quando à prisão de Cartum, a três minutos da execução, chegou a ordem de paragem. Como relatam os jornais do país africano, Motassim Khairallah, de 35 anos, e Imad Tabben, de 18, foram considerados culpados de terem violado a pequena Muram Awad Sadiq, de a terem sufocado até à morte e de terem lançado o seu corpo a um poço . Para gáudio de centenas de espectadores, Motassim e Imad foram previamente chicoteados cem vezes.


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