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Set 07
Salams,

Dalai Lama esteve na Mesquita de Lisboa, num encontro com budistas, muçulmanos, judeus, cristãos, hindus e Baha'is. Defenitivamente memorável, com a presença do  Nobel da Paz e de pessoas irreverentes na política portuguesa como Mário Soares.

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Encontro inter-religioso "único e memorável"





"Apesar de termos diferentes filosofias, todos partilhamos a mesma prática de amor, compaixão e perdão", disse ontem o XIV Dalai Lama num encontro que reuniu budistas, muçulmanos, judeus, cristãos, hindus e Baha'is na Mesquita Central de Lisboa. "Uma experiência única e memorável", reconheceu Tenzin Gyat-so, indicando que era a primeira vez que participava num diálogo inter-religioso numa mesquita.

O encontro teve início ao som de versos do Corão, recitado pelo xeque Munir, e só terminou depois de os representantes de todas as religiões entrarem na sala de oração e, sentados virados para Meca, observarem alguns momentos de silêncio. "Afinal, somos todos membros da mesma família: a humanidade", tinha dito durante a sua intervenção o presidente da Comunidade Islâmica de Portugal, Abdool Vakil. "Cada uma das nossas tradições faz parte do nosso mundo", afirmou o padre Peter Stilwell, director da Faculdade de Teologia da Universidade Católica.

Por seu lado, o Dalai Lama lembrou que a "fé traz esperança", independentemente da religião de cada um. "Seguir uma fé religiosa depende de cada pessoa. Contudo, uma vez que abraçamos uma fé devemos ser sérios e sinceros e praticá-la na vida diária", indicou o líder dos budistas tibetanos. Uma prática que, apesar das diferentes filosofias religiosas, acaba por centrar-se no mesmo objectivo. "É como os médicos", exemplificou Tenzin Gyatso: "Há diferentes formas de tratar uma doença, mas o objectivo é o mesmo, curar."

Assumidamente laico, o ex-presidente Mário Soares afirmou que respeita a liberdade religiosa porque esta "é a mais importante, sobretudo no mundo de hoje". O líder da Comissão de Liberdade Religiosa saudou o Dalai Lama pela sua "impressionante espiritualidade" e destacou o seu trabalho pela paz no mundo, "um trabalho que nos interessa a todos".

O momento mais emocionante da manhã surgiu quando o Dalai Lama agradeceu a oferta de uma coroa de prata do Espírito Santo (uma tradição católica que ainda se mantém viva nos Açores), levando às lágrimas a pessoa que lha entregou, Paulo Lobão.

SUSANA SALVADOR, DN Online


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